O processo sucessório da professora Fátima Bezerra, do PT, deverá ser um dos mais tumultuados da política do Rio Grande do Norte dos últimos tempos em razão do elevado grau de vaidade e ânsia pelo Poder sem que as consequências sejam examinadas e medidas dentro de um contexto com racionalidade e sabedoria. A oposição tem tudo para ser vencedora diante de um ambiente ruim para o presidente Luiz da Silva (o Lula não existe mais), ruim também para a “matreira” Fátima Bezerra e por consequência péssimo para o neo petista Cadu Xavier, candidato a governador sob as bençãos de Fátima, sua amiga pessoal. Cadu é um quadro técnico do PT muito preparado mas desprovido de votos, mas tem surpreendido nas últimas pesquisas.
Os oposicionistas tem um Rogério Marinho poderoso, mas ainda sem conseguir unir a oposição, o que poderá ser fatal quando as urnas forem abertas. Um dos entraves para a união do grupo de Jair Bolsonaro no Estado é o ex-prefeito Álvaro Dias que teima em anunciar ser candidato a governador. Especialistas entendem que o melhor caminho para Álvaro seria disputar uma vaga para o Senado ao lado do senador Styvenson Valentim do PSDB.
A continuar esse imbróglio os oposicionistas poderão sofrer uma grande derrota nas eleições do próximo ano, mesmo com o sistema da governadora Fátima Bezerra também contaminado com o vírus da vaidade e da prepotência.
No caso Alysson Bezerra, se ele realmente for candidato a governador poderá assistir Cadu Xavier subindo as escadarias do Palácio José Augusto e Fátima Bezerra os degraus do Senado da República.


