Zenaide Maia ganha força e ameaça projeto de Fátima Bezerra em 2026

A disputa pelo Senado em 2026 segue movimentando o cenário político do Rio Grande do Norte e mantém a governadora Fátima Bezerra (PT) diante de um impasse estratégico. Prestes a concluir seu segundo mandato, Fátima busca assegurar espaço político e projeção nacional, mas carrega a preocupação de enfrentar um revés eleitoral caso tenha como principal adversária a senadora Zenaide Maia (PSD), que vem ganhando força em todas as regiões do estado. Ela vem se consolidando como uma referência no cenário poriguar ao reunir prefeitos, vereadores e lideranças políticas em torno de seu projeto de reeleição. Sua presença cada vez mais frequente em eventos e sua atuação junto aos municípios reforçam a imagem de uma senadora próxima da base, o que a torna um obstáculo real para as pretensões de Fátima no Senado.

Diante desse cenário, cresce o debate sobre as alternativas que restariam para a governadora. Uma candidatura à Câmara Federal seria, em tese, mais viável eleitoralmente, mas exigiria um entendimento delicado dentro do próprio PT, especialmente com nomes como Natália Bonavides e Fernando Mineiro, que já despontam como referências do partido para 2026. Outra possibilidade, em caso de derrota ou de recuo da disputa eleitoral, seria ocupar um cargo em Brasília, seja em secretarias estratégicas, seja até mesmo como ministra de um eventual segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o que, porém, dependeria da reeleição do presidente em 2026. Enquanto isso, Luiz da Silva já deixou claro que sua prioridade é levar Fátima para o Senado, onde poderia reforçar a base de sustentação do governo no Congresso. Nos bastidores, fala-se até na possibilidade de o Planalto adotar medidas para conter o avanço de Zenaide, como a restrição na liberação de emendas parlamentares, o que poderia reduzir a capacidade da senadora de atender os municípios e manter o ritmo de articulação que a vem fortalecendo.

O embate, portanto, já está posto: de um lado, Zenaide Maia, que aposta na proximidade com prefeitos e lideranças locais; de outro, Fátima Bezerra, que conta com o prestígio nacional e o apoio decisivo de Luiz da Silva, mas enfrenta o dilema entre arriscar uma disputa de alto risco ou buscar alternativas menos desgastantes. Seja qual for o caminho escolhido, a eleição de 2026 promete redesenhar a correlação de forças políticas no Rio Grande do Norte.

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