7 de Setembro: manifestações se espalham pelo Brasil, com repercussão inclusive em Natal

No feriado de 7 de setembro de 2025, o Brasil viveu um dia de Independência marcado por forte ativismo político. Em praticamente todas as regiões do país e em várias capitais, manifestações a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam força, com o lema “Reaja, Brasil”, que buscou convocar a população para apoiar pautas como anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do STF.

Em Natal, a mobilização também se fez presente nos arredores da principal via da Zona Sul: um grupo de apoiadores se reuniu em frente ao Midway Mall, exibindo faixas e camisetas em apoio a Bolsonaro, com chamados claros à anistia. O protesto gerou interferências no trânsito local e também se alinhou ao movimento nacional que tomou diversas cidades.

Além da manifestação política, a capital potiguar manteve a tradição cívico-militar do Dia da Independência: o desfile ocorreu na Praça Cívica, no bairro Petrópolis, reunindo cerca de cinco mil participantes entre militares, estudantes e civis. O destaque deste ano foi a presença inédita de cinco mulheres fuzileiras navais, integrantes da primeira turma formada em 2024, que desfilaram em reconhecimento à força e participação feminina nas Forças Armadas.

Em outras capitais, os atos seguiram em sintonia com o mote bolsonarista: Brasília, Salvador, Goiânia, Curitiba, entre tantas outras, foram palco de protestos com bandeiras, bonecos e discursos que reforçavam as demandas por anistia, críticas ao STF e à política atual. A unidade desses atos em diferentes regiões ressaltou a dimensão nacional dessa mobilização política neste 7 de Setembro.

Em sintonia com essas manifestações, São Paulo novamente destacou-se como epicentro de massa política. Na Avenida Paulista, o movimento de apoio a Bolsonaro reuniu cerca de 42,2 mil pessoas segundo estimativa da USP, número 7% menor que o registrado em 2024, quando cerca de 45,4 mil participaram do ato equivalente. Paralelamente, na Praça da República, grupos de esquerda foram às ruas gritar “Sem Anistia”, em defesa de pautas como justiça tributária, fim da jornada 6×1 e redução da jornada sem perdas salariais, reafirmando a disputa política que atravessou todo o país.

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