O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, o Projeto de Lei 4.809/2024, que endurece as penas para crimes violentos e cria novas tipificações penais voltadas ao enfrentamento do crime organizado. A proposta, que agora segue para análise na Câmara dos Deputados, representa um avanço importante para quem acredita que a segurança pública só se restabelecerá no país quando a impunidade deixar de ser regra. A criminalidade cresceu porque o Estado se tornou fraco, permissivo e, em muitos casos, refém de uma legislação leniente. Endurecer as penas não é um gesto de autoritarismo, mas de responsabilidade com a sociedade e com as vítimas, que há décadas sofrem as consequências da falta de rigor penal.
As leis atuais, em muitos casos, tratam com brandura crimes que destroem famílias e espalham medo. O projeto aprovado corrige parte dessa distorção ao aumentar as punições para delitos como roubo com uso de arma de fogo, homicídio simples e crimes ligados a organizações criminosas. Prevê ainda a criação do crime de “resistência qualificada” — voltado a quem impede ações policiais ou usa escudos humanos e barricadas —, com pena de até três anos, ampliada se houver uso de explosivos ou armas. São medidas que fortalecem as forças de segurança e dão respaldo a quem arrisca a vida diariamente para proteger o cidadão de bem.
Outra mudança relevante é a previsão de que condenados por tráfico de drogas e outros crimes graves deverão quitar multas antes de obter progressão de regime, salvo em casos de comprovada impossibilidade. Isso impede que líderes de facções ou criminosos de alta periculosidade voltem rapidamente às ruas, o que hoje ocorre com frequência assustadora. O projeto também reduz o limite para início de cumprimento de pena em regime fechado, passando de oito para seis anos, o que reforça o caráter dissuasório da punição.
Aumentar penas não é, por si só, solução definitiva para a violência, mas é um passo essencial para restabelecer a credibilidade da lei. Quando o criminoso sabe que poderá sair da prisão em poucos anos — muitas vezes em menos tempo do que leva o processo judicial —, o crime compensa. O endurecimento penal, ao contrário, transmite uma mensagem clara: o Estado brasileiro não mais tolerará a brutalidade, o tráfico e o uso sistemático da violência como forma de poder. O país precisa de um marco de autoridade e firmeza, sob pena de continuar sendo refém de facções que transformaram o medo em instrumento político e social.
É evidente que a aplicação dessas medidas deve vir acompanhada de investimentos em policiamento, inteligência, perícia e ressocialização, sob pena de apenas inflar o sistema prisional sem reduzir a reincidência. Mas a verdade é que o discurso de que “penas mais severas não resolvem” já se provou ultrapassado: sem lei firme, não há justiça que se sustente. O cidadão honesto, que paga impostos e cumpre deveres, não pode continuar sendo refém da leniência estatal. O projeto aprovado pelo Senado é um passo importante para devolver à sociedade a sensação de segurança e à Justiça o peso da palavra punição.
Chegou o momento de a Câmara dos Deputados agir com coragem e responsabilidade, sem ceder a pressões ideológicas. O Brasil precisa mostrar que é um país onde o crime não compensa, e isso só será possível quando o Estado tratar com rigor quem insiste em desafiar a ordem e a paz social. As vítimas clamam por justiça — e o endurecimento das penas é, antes de tudo, uma resposta moral a esse clamor.


