Está cada dia mais difícil para o cidadão e para a cidadã brasileiros conviverem no Brasil, tantos são os casos de golpes e avanço da criminalidade na maioria das cidades brasileiras. Pior: a bandidagem tomou conta e não se tem para quem apelar. As chamadas facções do crime criaram um governo paralelo. Enquanto isso, as autoridades policiais mostram-se impotentes para combater a bandidagem que crassa nas cidades e no interior também. Não existe sossego nem respeito a mais ninguém, pois atualmente vive-se no século da mentira, da desfarçatez e da enganação. O celular, maior invenção dos últimos tempos, transformou-se em instrumento de golpe nas mãos da bandidagem. O que era para ser instrumento de prazer e progresso é motivo de preocupação e de todo tipo de sacanagem. E as principais vítimas dessa escalada terrorista são crianças indefessas.
Natal voltou a se destacar no cenário do turismo brasileiro. Segundo o Boletim Braztoa 2025, elaborado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, a capital potiguar figura como 5º destino nacional mais vendido no primeiro semestre do ano e também durante as férias de julho. O resultado reforça a força da cidade como um dos principais atrativos do país, ao lado de destinos já consolidados como Maceió, Gramado, Porto de Galinhas e Rio de Janeiro.
A pesquisa mostra que o setor vive um momento de otimismo, com 81% das operadoras avaliando o primeiro semestre de 2025 como positivo. Para Natal, esse reconhecimento nacional confirma que os investimentos em promoção, infraestrutura e qualificação profissional vêm fortalecendo a imagem da cidade como um destino competitivo, sustentável e acolhedor.
O prefeito Paulinho Freire destacou que esse é um resultado que traz orgulho, mas também aumenta a responsabilidade da gestão em seguir cuidando da cidade. “Essa colocação de Natal entre os cinco destinos nacionais mais vendidos mostra que os investimentos em promoção, infraestrutura turística e qualificação de serviços estão gerando resultados concretos. É motivo de orgulho para nossa cidade, mas também um compromisso: precisamos continuar fortalecendo nossa oferta, apoiando o trade, incentivando roteiros sustentáveis e ampliando a visibilidade de Natal no Brasil e no mundo.”
Para o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, o ranking da Braztoa reflete o trabalho coletivo entre poder público, trade e comunidade. “Ser destaque nesse ranking reafirma que estamos no caminho certo. As ações que temos desenvolvido como divulgação, parcerias, melhorias na estrutura turística estão fazendo diferença. Agora, o desafio é manter esse ritmo, inovar nas experiências oferecidas e garantir que o turista sinta não apenas o encanto de Natal, mas também toda a qualidade e acolhimento que merecemos.”
Com esse desempenho, Natal reforça sua vocação como destino de sol, mar e cultura, mas também mostra que está preparada para se consolidar como uma cidade que alia hospitalidade, inovação e sustentabilidade. A Prefeitura seguirá ampliando as ações de promoção e qualificação, em parceria com o trade turístico, para que cada visitante viva experiências únicas e cada vez mais completas na capital potiguar.
Agora é lei: o governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei Estadual nº 12.403/2025, que torna obrigatória a disciplina de Educação Física em todas as etapas da educação básica do estado, a ser ministrada por profissionais licenciados e registrados no Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região. O projeto é de autoria do deputado Hermano Morais (PV).
A legislação estabelece que todas as escolas do sistema estadual ofereçam uma carga mínima de três horas-aulas semanais de educação física, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral dos estudantes e incentivar a prática regular de atividades físicas e esportivas. A medida segue as diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº 9.394/96) e busca reduzir as disparidades regionais na oferta da disciplina. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE, 2015) indicam que apenas 31% dos alunos do Nordeste participam de duas ou mais aulas de Educação Física por semana.
Em publicação nas redes sociais, Hermano Morais comemorou a sanção e ressaltou que a medida garante igualdade de oportunidades educacionais em todo o estado. O parlamentar lembrou ainda que a iniciativa está alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde, que orienta a prática diária de pelo menos 60 minutos de atividades físicas moderadas a vigorosas para adolescentes, contribuindo para a saúde física e mental dos jovens.
Em audiência na Câmara dos Deputados, as companhias aéreas Azul e Gol se apressaram em negar qualquer processo de fusão. Ambas garantiram que a ideia ficou para trás, tendo sido apenas uma especulação em tempos de pandemia, quando o setor enfrentava sua maior crise. Hoje, dizem elas, não há nada em andamento. O discurso soa conveniente, mas não resolve a questão central: o passageiro brasileiro continua refém de um mercado caro, concentrado e com cada vez menos opções.
É verdade que fusões não acontecem da noite para o dia e precisam passar pelo crivo do Cade. Também é verdade que uma eventual união entre duas gigantes reduziria ainda mais a concorrência. No entanto, negar a fusão não significa que o mercado aéreo esteja saudável. Ao contrário, os números mostram aumento de preços, diminuição de rotas e uma avalanche de reclamações. Só entre 2023 e agosto de 2025, foram mais de 240 mil queixas registradas na plataforma consumidor.gov.br contra as companhias aéreas. Esse dado, por si só, já revela a fragilidade do setor.
As empresas insistem em dizer que acordos de compartilhamento de voos e operações conjuntas não reduzem a concorrência, mas especialistas apontam que os preços subiram, em média, 23% após tais arranjos. O consumidor não precisa de estudos técnicos para confirmar: basta tentar comprar uma passagem e constatar na prática a escalada dos valores. O que deveria ser um serviço acessível e estratégico para um país continental como o Brasil virou artigo de luxo, especialmente para famílias e trabalhadores que dependem do transporte aéreo para se deslocar.
O fato é que o setor de aviação brasileiro vive sob permanente instabilidade. Não há sinais de verdadeira abertura de mercado nem de estímulo à concorrência. O que se vê são empresas tentando sobreviver em meio a um modelo de negócios cada vez mais limitado e consumidores pagando caro por um serviço precário. Azul e Gol podem até negar fusão, mas não negam a realidade que salta aos olhos de todos: viajar de avião no Brasil se tornou um privilégio.
Enquanto o debate sobre fusão ganha manchetes e ocupa o tempo do Congresso, a agenda que realmente importa continua esquecida: como garantir passagens a preços justos, serviço de qualidade e mais opções de voo para os brasileiros. Essa é a discussão que precisa ser feita com urgência, antes que o setor aéreo se torne ainda mais excludente e distante da população.
O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), apresentou nesta terça-feira (23) o relatório com mudanças importantes nas regras que tratam do pagamento das emendas parlamentares. Entre as novidades, está a determinação de que os repasses, sejam eles individuais, coletivos ou por transferências especiais, devem ser feitos até três meses antes das eleições. A medida, segundo o relator, busca garantir maior previsibilidade aos gestores públicos e evitar que a execução das emendas se concentre às vésperas do pleito, quando há maior risco de utilização político-eleitoral dos recursos.
A LDO, que define as orientações para a elaboração e execução do Orçamento da União, ganha com isso um papel ainda mais relevante no calendário eleitoral, já que passa a estabelecer prazos mais rígidos para que estados e municípios recebam as emendas destinadas às áreas de saúde, assistência social e demais investimentos. Além de encurtar o tempo para análise dos órgãos que recebem as propostas — que agora terão 90 dias, em vez dos 105 previstos anteriormente, para apontar impedimentos técnicos —, o relatório também determina que, na ausência de impedimentos, os valores deverão ser empenhados em até 30 dias.
Outra mudança destacada por Gervásio Maia é a dispensa de comprovação de adimplência com a União para municípios com menos de 65 mil habitantes, facilitando o acesso a convênios e transferências. Também foi aberta a possibilidade de entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na saúde receberem recursos para obras físicas. Já no caso das chamadas “emendas Pix”, o relator definiu valores mínimos para repasses: R$ 200 mil em obras e R$ 150 mil em serviços, com pagamento integral até três meses antes das eleições. O relatório também revoga a obrigação de destinar recursos exclusivamente para a retomada de obras inacabadas, regra que, segundo o relator, engessava a execução orçamentária.
Do ponto de vista fiscal, o relatório da LDO 2026 projeta um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. O texto indica que, sem as exclusões permitidas pela legislação, haveria déficit de R$ 16,9 bilhões, mas com as exclusões, como as despesas com precatórios, o superávit projetado sobe para R$ 38,2 bilhões.
A proposta traz efeitos significativos para a administração pública e para a política. Por um lado, cria condições mais transparentes para a execução das emendas e reduz o espaço para manobras em períodos eleitorais. Por outro, impõe maior rigor nos prazos de execução, o que pode gerar dificuldades para municípios menores, que contam com equipes técnicas reduzidas. Ainda assim, o relator defende que a medida representa avanço importante para a gestão fiscal e para a lisura do processo eleitoral, ao impedir que os recursos sejam utilizados como moeda de troca às vésperas das urnas.