Julgamento histórico: quando a toga ultrapassa o limite do técnico

O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal entrou para a história não apenas pelo peso político de quem está no banco dos réus, mas também pela forma como alguns ministros têm conduzido suas falas. O ministro Alexandre de Moraes, figura central em todo esse processo, transformou o que deveria ser um relato técnico em um discurso político carregado de interpretações pessoais e provocações ideológicas.

Em um tribunal constitucional, espera-se que prevaleçam a serenidade, a imparcialidade e a estrita leitura da lei. No entanto, o tom adotado pelo ministro reforça a crítica de que o STF, em momentos decisivos, deixa de ser a instância máxima da técnica jurídica para se converter em palco de retórica política. Esse comportamento gera insegurança jurídica e alimenta ainda mais a polarização no país.

Outro ponto que chama atenção é o debate em torno de uma possível anistia. É preciso deixar claro: a anistia não é atribuição do Supremo. Cabe única e exclusivamente ao Poder Legislativo deliberar sobre esse tipo de medida. Quando ministros do STF passam a se manifestar sobre temas que extrapolam sua competência constitucional, corremos o risco de ver a separação dos Poderes, base do Estado Democrático de Direito, ser corroída.

Não se trata de defender Bolsonaro ou de atacá-lo, mas de preservar o equilíbrio institucional. O país não pode aceitar que a Justiça seja conduzida como espetáculo político nem que ministros se arvorem em legisladores ou atores partidários. O Brasil precisa de julgamentos técnicos, fundamentados na Constituição, e de ministros que entendam a grandeza da toga que vestem.

A história cobrará não apenas as ações de Jair Bolsonaro, mas também a postura das instituições. Se queremos fortalecer a democracia, é fundamental que cada Poder respeite seus limites e funções. O Supremo deve julgar, o Legislativo deve legislar, e o Executivo deve governar. Tudo fora disso é excesso, e excesso de poder sempre leva a abusos.

Por: Jony Rubem

Prefeitura do Natal inicia reposição de cabos furtados na Praia do Meio

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), iniciou nesta segunda-feira (1º) os trabalhos de reposição do cabeamento furtado na Praia do Meio. A ação integra o processo de recuperação e revitalização da iluminação da orla e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), responsável pela execução da parte estrutural necessária para a instalação dos novos cabos.

A intervenção contempla 35 postes de iluminação do calçadão que estavam apagados em razão dos furtos de fiação. O trecho em obras se estende da Avenida Presidente Café Filho até depois da estátua de Iemanjá, um dos pontos turísticos mais tradicionais da região. A previsão é de que os serviços sejam concluídos em até 20 dias. O investimento é de R$ 400 mil.

Para o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, um dos principais objetivos é devolver segurança e qualidade de vida aos frequentadores da orla. “Estamos atuando para restabelecer a iluminação da Praia do Meio, garantindo mais conforto para pedestres e comerciantes, além de reforçar a segurança. A Prefeitura tem investido na modernização do parque de iluminação, e a reposição de cabos furtados faz parte desse esforço para manter Natal cada vez mais iluminada e bem cuidada”, enfatizou.

Governo anuncia reajuste de 7,44% no mínimo, mas defasagem histórica continua

O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária de 2026 prevendo que o salário mínimo passará para R$ 1.631 a partir de janeiro. À primeira vista, o reajuste de 7,44% pode soar como um avanço, mas na prática está longe de representar uma real valorização do trabalho e da renda do brasileiro. A fórmula utilizada — inflação medida pelo INPC somada ao crescimento do PIB, mas limitada a um teto de 2,5 pontos percentuais acima da inflação — demonstra que o discurso de recuperação do poder de compra não passa de retórica. O próprio governo admite que, se o INPC até novembro for maior que o previsto, precisará enviar uma nova proposta ao Congresso. Ou seja, mais uma vez, o trabalhador é refém de estimativas e cálculos que não refletem o peso da inflação no dia a dia, especialmente sobre itens básicos como alimentação, gás de cozinha e energia.

É importante lembrar que o salário mínimo serve de referência não apenas para milhões de trabalhadores que vivem com o piso, mas também para aposentadorias, pensões e benefícios sociais. O valor anunciado, entretanto, ainda não acompanha o custo real de vida de uma família brasileira. Basta observar que o Dieese, todos os meses, calcula o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, e esse valor geralmente ultrapassa a casa dos R$ 6 mil — quatro vezes mais do que o governo propõe para 2026. Essa discrepância mostra como o reajuste, embora em percentual pareça relevante, não corrige a defasagem histórica.

Enquanto isso, o Orçamento para 2026 prevê R$ 3,2 trilhões em despesas primárias, com generosos recursos destinados a programas e emendas parlamentares, mas mantém o discurso de responsabilidade fiscal como justificativa para limitar a correção do mínimo. A meta é reduzir a dívida pública em 0,25% do PIB, ao mesmo tempo em que se mantém uma taxa Selic de 13,11% e um câmbio projetado em R$ 5,76 por dólar. O trabalhador, por sua vez, continua recebendo migalhas diante de um cenário macroeconômico que privilegia ajustes fiscais e metas de superávit em detrimento da dignidade salarial.

O anúncio do salário mínimo de 2026, portanto, escancara uma contradição: enquanto o governo celebra a recomposição com base em índices técnicos, a realidade mostra que o brasileiro seguirá sem condições de cobrir o básico. A política de reajuste, com seus limites artificiais, pode até caber nas planilhas do Ministério da Fazenda, mas não cabe na mesa das famílias que precisam esticar cada real para sobreviver. Mais do que números, o que falta é coragem política para colocar a renda do trabalhador no centro da estratégia de desenvolvimento econômico e social.

Semana da Pátria começa em Natal com programação gratuita e desfile no 7 de setembro

A Semana da Pátria 2025 teve início nesta segunda-feira (1º) em Natal com uma programação gratuita e aberta ao público, que se estende até o próximo domingo (7), Dia da Independência do Brasil. Este ano, a organização das atividades está sob responsabilidade da Marinha do Brasil.

A celebração dos 203 anos da Independência contará com a participação de nove escolas da rede estadual de ensino e aproximadamente 600 estudantes no tradicional Desfile Cívico-Militar, além da presença das Forças de Segurança Pública — Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.

A abertura oficial ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), às 9h30, na Praça Cívica, em Petrópolis. A programação segue com apresentações de bandas militares em shoppings da cidade. Na terça-feira (2), às 19h, a Banda de Música da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada se apresenta no Partage Norte Shopping.

No dia seguinte (3), no mesmo horário, é a vez da Banda de Música da Base Aérea de Natal no Shopping Midway Mall. Já na quinta-feira (4), às 19h, a Banda do 3º Batalhão de Operações Litorâneas de Fuzileiros Navais se apresenta no Natal Shopping. Na sexta-feira (5), às 18h30, será a vez da Banda de Música da Polícia Militar, novamente no Partage Norte Shopping.

O ponto alto da programação será no domingo (7), às 8h30, quando ocorre o Desfile Cívico-Militar na Praça Cívica, reunindo estudantes, militares e forças de segurança em celebração ao Dia da Independência.

Fonte: Tribuna do Norte

ALRN lança canal no WhatsApp com notícias e conteúdo do Legislativo potiguar

A Comunicação Institucional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) passa a oferecer um canal oficial no WhatsApp para aproximar ainda mais a Casa do Povo de servidores e da população. A plataforma reúne, em um só espaço, notícias, informes e vídeos com os principais destaques do Legislativo potiguar — tudo em um só lugar.

A iniciativa substitui o antigo envio de boletins informativos via whatsapp e disponibiliza um meio prático e acessível para acompanhar as ações parlamentares e institucionais, oferecendo também maior privacidade e segurança aos usuários. A inscrição é rápida, gratuita e pode ser feita por qualquer pessoa interessada.

O procedimento é simples. Ao clicar no link pelo celular, o usuário é direcionado para a área de canais do WhatsApp, onde deve selecionar a opção “Seguir”. Também é possível ativar o sino de notificações, garantindo que cada nova publicação seja destacada no aplicativo. Depois de inscrito, o canal ficará disponível na aba “Atualizações”, dentro do próprio WhatsApp.

No computador, o processo é semelhante. Ao acessar o link, o usuário é redirecionado ao WhatsApp Web ou ao aplicativo para desktop. Após efetuar o login, a tela do canal é exibida e basta clicar em “Seguir” para ter acesso às publicações.

O canal representa uma nova ferramenta de interação com a sociedade, permitindo que o cidadão acompanhe em tempo real os principais acontecimentos do Parlamento estadual.