Eis a Indagação

Político hábil e bom articulador, Rogério Marinho, senador eleito pelo Rio Grande do Norte, poderá ser o futuro presidente do Senado, desbancando o todo-poderoso Rodrigo Pacheco apadrinhado de Luiz da Silva e de alguns integrantes do STF – Supremo Tribunal Federal. É uma tarefa difícil vencer os poderosos de plantão, mas nada impossível. Rogério é um político competente e determinado. Uma possível vitória do senador potiguar será bom para o Estado, como foi importante tê-lo como ministro da Integração Regional no governo Jair Bolsonaro. Rogério implementou uma nova dinâmica na pasta e trouxe recursos e obras importantes para o Estado. Chegou o momento da classe política do Rio Grande do Norte unir-se em prol do Estado como fazem os cearenses, por isso chamados de bairristas. Eles digladiam-se na disputa interna pelo Poder, mas se unem na busca de soluções para o Ceará. A governadora Fátima Bezerra bem que poderia comandar um projeto político de união estadual, conferindo-lhe a medalha do reconhecimento pela atitude democrática e republicana que só a engrandeceria. Isso foi feito quando ela buscou alianças com adversários históricos para se eleger governadora. Por que não agora em benefício do Rio Grande do Norte e do seu povo? Eis a indagação.

Deflagrada sucessão de Álvaro Dias

O processo de sucessão do prefeito Álvaro Dias, do PSDB, está em curso e sendo discutido preliminarmente nos bastidores da política, mesmo ainda longe do próximo pleito eleitoral de 2025. Quatro nomes aparecem como possíveis postulantes. São eles: Paulinho Freire (União Brasil), partido liderado no Estado pelo ex-senador José Agripino, Natália Bonavides, sectária deputada federal do PT, Carlos Alves, do PDT, ex-prefeito derrotado recentemente para o Senado, e Rafael Motta, do PSB, que não obteve êxito na última eleição para senador. Uma observação importante feita por analistas políticos: a Fátima Bezerra não interessa o crescimento político-eleitoral de Natália porque ofuscará sua liderança, daí a governadora não se interessar nem estimular esse projeto da chamada “rainha das invasões”. O deputado eleito Paulinho Freire tem como projeto antigo eleger-se prefeito de Natal, agora fortalecido com apoio do ex-senador José Agripino, considerado o melhor prefeito de Natal de todos os tempos. O apoio do ex-senador e de outras lideranças poderá ser decisivo para Paulinho vencer a eleição. Ao contrário de Natália, Paulinho é um político experiente, moderado e matreiro. Além do mais, transita bem no conservadorismo e em setores liberais. Carlos Alves enfrenta uma situação delicada. Perdeu duas vezes para o Governo do Estado e recentemente foi derrotado para senador. O ex-prefeito não tem o apoio nem do seu partido, o PDT, em razão da perda de confiança por posições tomadas, notadamente na última eleição quando traiu o seu próprio partido votando em Lula quando o PDT tinha Ciro Gomes candidato a presidente da República. Carlos Alves vive um “tudo ou nada”, que está mais para o nada. Rafael Motta, do PSB, é uma incógnita que poderá, ou não, surpreender. É um jovem vocacionado para a vida pública e ainda tem chance de conquistar mandatos na política do Rio Grande do Norte.

Gestão atual pode ser determinante

O projeto político-partidário da governadora Fátima para 2026 deverá ser se eleger senadora, entretanto, para que o projeto tenha viabilidade e se transforme numa candidatura competitiva é preciso que ela melhore a sua gestão no item obras estruturantes. É preciso também que a governadora continue pagando o funcionalismo em dia e o seu partido, o PT, formalize boas alianças para potencialize seu capital eleitoral e se eleja senadora em 2026. O próximo pleito será diferente para ela em particular, e a governadora não vai poder pedir voto para o Senado com o mesmo discurso de “choramingueira”. Terá de dizer o que fez para recuperar o Estado. Só assim se credenciará a ter, mais uma vez, o voto do eleitor norte-rio-grandense. Fátima disputará o Senado fora do Poder e com a caneta na mão do seu substituto legal, Walter Alves. E isso faz a diferença. No campo da oposição deverão surgir nomes fortes, tanto para o Senado, quanto para o Governo do Estado, entre eles, Rogério Marinho, Álvaro Dias, Ezequiel Ferreira, General Girão Monteiro, entre outros. O senador Styvenson Valentim, que pretende ser candidato a governador, parece ter perdido a chance em razão da sua instabilidade emocional e as suas posições polêmicas e as vezes contraditórias e equivocadas. Ainda é cedo, mas as conversações estão começando nos bastidores e muita coisa poderá acontecer.

Futebol: fator de inclusão social

Amante do futebol e por isso frequentador contumaz dos estádios, entendo que a prática esportiva é fator de inclusão social e agente de transformação da sociedade. O futebol do Rio Grande do Norte está em ascensão depois de um período de letargia e dificuldade em razão de um somatório de fatores: crise econômica e violência nas praças esportivas, principalmente. Entretanto, essa realidade vem mudando. As pessoas voltaram a frequentar os estádios, inclusive com a presença de mulheres e crianças. O América (maior clube do Estado ao lado do ABC) ascendeu à Série C e o rival sagrou-se vice campeão da B, o que significa feitos exitosos para os dois e bom para o Estado. O time rubro estreou nesta última quinta-feira, dia 5, e venceu o Motoclube do Maranhão por 5XO numa noite inspirada do atacante Walace Pernambucano que fez 4 gols, sendo 3 de cabeça. Como dever de justiça é preciso reconhecer o trabalho do presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, José Vanildo, que modernizou a federação e estabeleceu regras e parcerias para reerguer o futebol , tornando-o competitivo, viável e atraente. Pode-se afirmar com segurança que o futebol do Rio Grande do Norte tem no atual presidente da FNF o principal destaque no seu trabalho de incentivo e recuperação. Volto ao último jogo do América para reconhecer que o time fez uma das suas melhores apresentações nos últimos anos. Credite-se, pois, aos bons jogadores que tem no elenco e também ao treinador Leandro Sena que tem realizado um bom trabalho, consolidando, assim, sua carreira de treinador de futebol.

Ganância por dinheiro trai memória de Nevaldo Rocha

Frequentadores assíduos do Midway foram surpreendidos hoje com uma nota emitida pelo Shopping informando que irão cobrar pelo estacionamento a partir da segunda quinzena de janeiro. Simples: é a ganância por dinheiro traindo a memória do senhor Nevaldo Rocha, idealizador do empreendimento que não queria estacionamento pago. Pior: a decisão do aumento é apoiada por Flávio Rocha, herdeiro de Nevaldo e atualmente comandante do grupo Riachuelo. A notícia circulou nesta quarta-feira deixando perplexos milhares de frequentadores/clientes que gastam fazendo compras, gerando receita e ajudando na manutenção de empregos. Fatalmente o número de frequentadores diminuirá, já que o Midway é um Shopping popular onde predomina a presença de frequentadores de menor poder aquisitivo.