O ex-prefeito Carlos Alves tem um enorme desafio na próxima eleição, caso seja confirmado candidato ao Senado da República: provar que tem voto em Natal e assim contribuir decisivamente para a reeleição da governadora. Se Fátima Bezerra não conseguir sucesso no seu projeto politico-eleitoral, certamente quem será responsabilizado pela derrota da petista será o ex-prefeito de Natal, que ainda se considera o líder que nunca foi. Carlos Alves poderia até ter se transformado numa liderança importante pelas oportunidades que teve, inclusive, conselhos do pai, Agnelo Alves. Carlos Alves se achando “o cara”, nunca quis ouvir Agnelo, um político hábil, competente e matreiro. Tem um detalhe sútil na política que precisa ser observado e reconhecido: o líder nasce líder. Carlos Alves transformou-se num pseudo-líder inventado por Wilma de Faria, que depois foi traída. A provável candidatura de Carlos Alves a senador do sistema petista poderá se transformar num instrumento de vingança para desafetos dele (Carlos Alves) no momento do voto. É esperar para conferir. Fátima Bezerra que se cuide.
A governadora Fátima Bezerra tem um problema complicado para resolver no âmbito da chapa majoritária que busca a reeleição em outubro próximo. Trata-se da permanência, ou não, do correligionário Jean Paul Prates e do aliado Antenor Roberto, o primeiro na disputa para o Senado e o segundo querendo continuar vice da governadora. Jean Paul, que é um bom técnico no setor de energias renováveis, pode continuar contribuindo com o governo e qualificando o debate no Senado, entretanto, Jean está sendo “atropelado” pelo ex-prefeito Carlos Alves, que insiste para ser senador de Fátima. Várias lideranças do PT já se pronunciaram contra um acordo com Carlos Alves, alertando a governadora sobre o risco da traição. Alegam que num futuro bem próximo o ex-prefeito se voltará contra ela. O vice-governador Antenor Roberto, defensor solitário do nome de Carlos, que se cuide para defender seu próprio nome, ameaçado por Jaime Calado, que deseja o seu lugar com o argumento de que Antenor não tem voto e por isso não acrescenta nada à chapa governista, consequentemente prejudicando a reeleição da governadora. Outra avaliação: a presença de Carlos Alves afasta um possível entendimento entre PT-MDB, tendo Walter Alves como vice de Fátima Bezerra. Outra possível consequência: se Jaime não for vice no lugar de Antenor, poderá se ausentar do palanque de Fátima Bezerra acompanhado da senadora Zenaide Maia. Ele (Jaime), candidato a deputado Federal e Zenaide buscando a reeleição. Tá difícil para a governadora Fátima Bezerra administrar as encrencas dentro do seu vulnerável sistema político.
O que dizer de um orçamento que destinou R$ 35,6 bilhões para emendas parlamentares, R$ 4,96 bilhões para o Fundo Eleitoral, e apenas R$ 13,0 bilhões para a equalização dos empréstimos de crédito rural, considerando a importância que cada um representa para a economia brasileira? Pois foi isso o que nos reservou o Orçamento da União de 2022, aprovado pelo Poder Legislativo. Alguém duvida que poderia ser diferente? Pois bem. Nesta segunda semana de fevereiro, quando ainda faltam cinco meses para o final do Plano Safra 2021/2022, o agronegócio brasileiro sofreu um duro revés após o governo federal, através do Ministério da Economia, anunciar a falta de recursos para equalização dos financiamentos de crédito rural, o que obrigou as instituições financeiras a suspender a contratação de novas operações rurais em todo o território nacional. Só para lembrar, a equalização (de taxas) é o diferencial de taxas entre o custo de captação de recursos, acrescido dos custos administrativos e tributários definidos pelo Tesouro Nacional, e os encargos cobrados do tomador final do crédito rural. Essa diferença, portanto, representa o valor que o Tesouro paga à instituição financeira, a título de subsídio ao setor rural. Custa crer que um segmento que em 2020 foi o responsável pelo superávit de mais de US$ 105 bilhões na balança comercial brasileira e que teve uma participação no mesmo ano de 26,6% no Produto Interno Bruto do Brasil, de acordo com cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), seja tratado com tamanha desídia. Na verdade, essa situação de escassez começou ainda no mês de outubro/2021, há três meses, portanto, do lançamento do atual Plano Safra, quando os agentes financeiros suspenderam as operações rurais de investimento ao amparo do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), situação que perdura até hoje, e que deixa desamparados de novos investimentos os empreendimentos dessa grande população de produtores. De acordo com o governo federal, o que provocou o esgotamento dos recursos foi o aumento da taxa Selic, inicialmente projetada em 6,63% ao ano na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ao Congresso Nacional em julho/2021, e que hoje já chega aos 10,75%. Esse aumento da taxa Selic aprofundou a diferença do subsídio bancado pelo governo, que alega não ter mais recursos para tal finalidade. Para resolver o problema, o governo teria que submeter e aprovar no Congresso um crédito suplementar para o que seria obrigado a fazer cortes em outras áreas, ações que demandam negociações e algum tempo até sua implementação. Mesmo assim, dada a importância do agronegócio na vida nacional, acreditamos que prevaleça o bom senso e que tais ações ainda aconteçam no atual Plano Safra que se encerra em 30 de junho próximo. 12/02/2022
Os últimos acontecimentos no Rio Grande do Norte com a presença do presidente Jair Bolsonaro para anunciar a chegada das águas do Rio São Francisco evidenciam a certeza de que o ministro Rogério Marinho será mesmo o candidato do sistema oposicionista ao Senado da República Federativa do Brasil nas eleições desse ano, faltando agora o anúncio dos nomes para governador e vice-governador que já se encontra em processo de efetiva articulação. A evidência primeira foi a presença ostensiva de Rogério Marinho ao lado do presidente em todos os momentos, inaugurando obras, tendo visibilidade e construindo um conceito de bom gestor. O fato positivo é que dentro do sistema de oposição não existem mais divergências, segundo declarações do próprio Fábio Faria que desejava o mandato de senador. Enquanto no sistema governista é só confusão. Fátima Bezerra tem tido muito trabalho para conciliar os descontentes e insatisfeitos, começando pelo senador Jean Paul Prates que está sendo “atropelado” pelo ex-prefeito Carlos Alves, que quer porque quer o lugar de Jean, inclusive, sabendo que está provocando um estrago no sistema governista e colocando em risco a reeleição da governadora que antes criticava. Outro problema da governadora é a disposição de Jaime Calado de ser o vice de Fátima Bezerra assumindo o lugar de Antenor Roberto que é desprovido de votos e não acrescenta nada na chapa governista. O ex-prefeito Carlos Alves também afasta o MDB de Garibaldi Filho e Walter Alves, este último cotado para vice de Fátima Bezerra. Os petistas alegam que seria Alves demais ao lado da governadora, o que não seria bom diante do eleitorado. A possível ida de Carlos Alves para o sistema petista poderá causar um prejuízo irreparável no projeto de reeleição da governadora deixado-a fragilizada e consequentemente sem mandato e sem perspectiva de futuro na política do Rio Grande do Norte.
A arte de fazer política com sabedoria e se manter nela por muito tempo não é uma tarefa fácil nem é para todo mundo. O último exemplo de como não se faz política com competência e racionalidade é o ex-prefeito de Natal, Carlos Alves. Ele entrou na política por iniciativa do primo Garibaldi Filho, que lhe deu um cargo público de secretário de Estado e posteriormente o elegeu deputado estadual. Em seguida ele deu o troco traindo Garibaldi e a própria família Alves. Aliou-se a Wilma de Faria que o fez vice-prefeito de Natal. Depois, com ajuda de Wilma elegeu-se prefeito de Natal e logo no início da administração demitiu o povo de Wilma, desconheceu o Poder Legislativo, incompatibilizou-se com todo mundo e afastou-se da responsável pela sua ascensão numa atitude de ingratidão explícita. Carlos Alves, é um pseudo líder, fez uma administração ruim (aí estão os problemas de Natal), mas conseguiu se reeleger, pois o povo, como disse Pelé há mais de 40 anos, não sabe votar. Atualmente, Carlos Alves tenta voltar à vida pública barganhando um mandato de senador. Tenta se compor com a governadora Fátima Bezerra, mas a militância do PT está reagindo contra por entender que o ex-prefeito é um intruso e descumpridor de compromissos. Os petistas querem manter o candidato natural e correligionário fiel à governadora, senador Jean Paul Prates na chapa com a governadora. Na sua ânsia desmedida de Poder, Carlos Alves também tentou se aproximar do capitão Styvenson Valentim, pré-candidato a governador e ao sistema “bolsonarista”, mas foi rejeitado por ambos. O senador do Podemos diz que não quer acordo com políticos tradicionais e os integrantes do sistema de Jair Bolsonaro não querem caminhar ao lado de quem criticou o presidente para agradar o PT em algumas oportunidades. Por essas e por outras, O ex-prefeito continua “boiando” como se diz no popular . Caminha para o ostracismo político e em consequência para o esquecimento.