Engenho Ipueira: Uma relíquia colonial

Por Joaquim Pinheiro e Ricardo Sobral

Descendo-se o promontório da cidade serrana de Areia, no Brejo Paraibano – distante 100 km de João Pessoa – pelo seu lado Norte, depois de 11 quilômetros de estrada, parte dela de calçamento até o distrito de Mata Limpa, chega-se ao  Engenho Ipueira, que em língua indígena significa alagado.

O alagado fica só no nome.

A propriedade tem 400 hectares, dos quais 42 são destinados ao canavial, sendo o restante dividido entre a reserva florestal e o pasto para criação de gado nelore, atividade econômica coadjuvante.

O maquinário do Engenho Ipueira, que vem de outras jornadas, é uma relíquia inglesa de 1878.

A cana é cortada a facão e transportada em cambitos à tração animal.

Pode-se dizer que o Engenho Ipueira é uma das relíquias do período colonial que sobrevive ao avanço tecnológico, graças ao empenho e obstinação do patriarca Donato Feitosa, filho do fundador, com ajuda de familiares e agregados. Lá estão a esposa Vilma Feitosa, o filho Ricardo, o neto Donato Feitosa Neto, e a nora Andréia Feitosa, num esforço conjunto e ordeiro sob a orientação de Donato Feitosa exercendo sua incontestável liderança. Clima ameno e geografia acidentada, mas de visual panorâmico privilegiado, o Engenho Ipueira emprega mais de 30 paraibanos residentes em Areia, famosa por sediar uma das mais importantes Faculdades de Agronomia. A moagem da cana de açúcar, como visto, resulta na fabricação da Cachaça Ipueira, a mais procurada da região. Donato Feitosa fala com orgulho e propriedade dizendo produzir uma cachaça pura e saborosa para os mais variados gostos e paladares. Uma cachaça com gosto de antigamente. Donato Feitosa é um defensor da preservação do Meio Ambiente. Para isso, ele destinou importante faixa de terra para  cobertura florestal. Diz está contribuindo para o equilíbrio da natureza. Visitar o Engenho Ipueira é mais que reler Menino de Engenho de José Lins do Rego. É voltar a ser menino. Um menino de Engenho.

No passado a propriedade produzia algodão e café. Em 1936, Donato Feitosa fundou o Ipueira para produzir açúcar mascavo e rapadura. Em 2003 o Ipueira passou a produzir cachaça, tendo como principal produto hoje a premiada Ipueira Premium, envelhecida em tonéis de carvalho francês. Na Região do Brejo chegaram a funcionar 300 engenhos. Atualmente, no município de Areia, ainda há 28 Engenhos em funcionamento, produzindo cachaça, rapadura e mel. São os sobreviventes da chegada das usinas na década de 30 do século XX.

Oportunista e Irresponsável

Setores da imprensa prestam um desserviço à Nação quando pregam a possibilidade de golpe no Brasil – segundo esses setores – arquitetado pelo presidente Jair Bolsonaro caso ele perca a reeleição que acontecerá no próximo ano. O Brasil vive uma democracia plena com direitos individuais garantidos pela Constituição, principalmente o da liberdade e o de ir e vir. O capitão foi eleito legitimamente pelo voto direto e democrático em 2018, a exemplo do próprio Luiz da Silva, que alimenta movimentos conspiratórios no País inteiro, cometeu malfeitos e está impune. E não houve contestação, nem em 2002, nem tampouco em 2018. Tem atualmente no Brasil um séquito de futurólogos de plantão externando pensamentos absurdos – com marcas de radicalismo – sobre o que vai acontecer em 2022 como se fosse adivinhos infalíveis. Esses pregadores de um teatro de horrores não querem o bem do Brasil nem dos brasileiros, mas desestabilizar o governo implantando um ambiente de insegurança, descrédito e instabilidade, objetivando transformar o País numa republiqueta comunista. O Brasil vivência um cenário divisionista patrocinado por radicais, o que não é bom para ninguém e todos perdem com isso, principalmente o Brasil que tem o seu processo de desenvolvimento interrompido e suas instituições desacreditadas. Pior: diante de uma crise pandêmica onde a união de todos os brasileiros se faz necessária para enfrentar os problemas a ela (crise) inerentes. Arautos do caos, da desordem e do oportunismo, estão inventando um pedido de impeachment para o presidente – de acordo especialistas do direito – sem nenhuma fundamentação legal. Só para tumultuar e dificultar o governo, numa atitude oportunista e por isso irresponsável

Oposição articula nome para eleição de 2022

A oposição a Fátima Bezerra, governadora do PT, está articulando para apresentar um nome forte e competitivo objetivando disputar o Governo do Estado em 2022. No momento, apenas a petista se diz pré-candidata ao cargo, e nessa condição está trabalhando ostensivamente para continuar no Palácio Potengi. Fátima, não divulga, mas o seu governo está sendo beneficiado com vultosos recursos federais autorizados pelo presidente Jair Bolsonaro para o enfrentamento do coronavírus. Estima-se que o Rio Grande do Norte recebeu mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos da Nação e isso está permitindo o pagamento do funcionalismo em dia e a promessa de quitar os atrasados do governo anterior. Além disso, o Estado está economizando com a paralisação de várias atividades, a exemplo de escolas fechadas há meses. O governo também está fazendo caixa deixando de pagar parcelas da dívida do Estado para com a União fazendo assim um aporte de recursos extra. O fato, é que paradoxalmente o Governo do Estado nunca teve tanto dinheiro em meio a uma crise pandêmica. Mesmo assim, a projeção de especialistas é de que o PT corre o risco de não reeleger sua governadora, a exemplo de Estados como Bahia, Alagoas, Maceió, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, entre outros, por ter se transformado num partido “amaldiçoado” em razão das falcatruas que praticou quando assumiu o comando da Nação nos governos Luiz da Silva e Dilma Rousseff. A oposição ainda não definiu quem vai disputar o governo contra Fátima Bezerra, mas existem nomes dentro do sistema que podem ser convocados, como o deputado, general Girão Monteiro e do prefeito Álvaro Dias. Segundo observadores, o fato é que mesmo sendo o PT um partido desmoralizado, não se pode subestimar quem está com a caneta na mão cheia de tinta. Mais: se a oposição não souber conduzir o processo sucessório com competência e sem vaidades pessoais, a governadora pré-candidata à reeleição, poderá surpreender, vencer o pleito de 2022 e ficar mais quatro anos sentada na cadeira na condição de governadora do Rio Grande do Norte.

Aldo Clemente repudia vandalismo liderado por vereadora do PT contra Plano Diretor de Natal

O vereador Aldo Clemente (PDT) se manifestou em relação a invasão promovida pelo Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) que acabou por suspender o processo de votação do Plano Diretor de Natal. O ato foi registrado nesta segunda-feira (25) e contou com a participação e liderança da vereadora Brisa Bracchi (PT).

“Manifesto minha total indignação e repúdio ao ato lamentável que assistimos. Uma ação antidemocrática e que desrespeita a sociedade natalense. Um verdadeiro atentado a democracia. Protesto claramente com interesses políticos, que só prejudica a Natal e que tem como único objetivo travar um debate que se arrasta há 13 anos”, disse Aldo Clemente.

O vereador disse ainda que o debate sobre o Plano Diretor de Natal é fundamental para o futuro da cidade. “E isso não pode mais esperar. Temos uma legislação defasada, que impede o crescimento da capital. Vamos atualizar o projeto, permitindo que Natal possa retomar seu desenvolvimento perdido nos últimos anos e manter a preservação do meio ambiente”, finalizou.

Vereador de Parnamirim defende região Metropolitana

O advogado Wolney França (PSC) que ano passado foi o vereador mais votado de Parnamirim defende a união dos legislativos para composição da nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), no biênio 2021-2022. A eleição acontecerá no próximo dia 05 de fevereiro, em Natal. Wolney está se somando a chapa encabeçada por Paulinho Freire (PDT), que preside a Câmara Municipal do Natal.

Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Wolney França defende políticas voltadas à Região Metropolitana, que integra hoje 15 municípios do Estado. Além de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz, também estão incluídos Arêz, Ceará-Mirim, Goianinha, Ielmo Marinho, Maxaranguape, Monte Alegre, Nísia Floresta, São José de Mipibu, Vera Cruz e Bom Jesus.

“A Região Metropolitana de Natal é hoje a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste, atrás apenas das regiões metropolitanas de Recife (PE), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) formando a décima nona maior região metropolitana do Brasil. Então precisamos de políticas públicas e os legislativos fortalecidos onde vivem 40% da população potiguar. Chegou a hora de fortalecer setores como transporte público, saúde, segurança e limpeza pública”, explica Wolney França.

Na área de saúde, Wolney defende criar mecanismos legais para a Região Metropolitana como licitar insumos de forma conjunta, agilizando processos e gerando economia de escala. No transporte público, o dirigente de Parnamirim acha que a Fecam/RN precisa estudar e analisar todo o sistema e buscar a integração entre as linhas e melhoria dos serviços. Outro ponto importante é a
Segurança. “Criar condições legislativas e também de aquisição de equipamentos e viaturas, a fim de garantir ampliação das guardas municipais e demais forças de segurança que atuam na Grande Natal”, disse.

“Já conversei com o presidente Paulinho Freire sobre estimular a troca de experiência entre os diversos legislativos municipais, por meio de um calendário de seminários, em busca sempre de mais eficiência administrativa e economicidade nas Casas Legislativas. Paulinho quer interiorizar a Fecam/RN e ajudar aos municípios com menos de 10 mil habitantes que tem muitas carências em assistências e programas que dependem da Fecam/RN. Estamos juntos nessa união por uma Fecam/RN mais moderna”, finaliza Wolney França, presidente da Câmara de Parnamirim.

A eleição da Fecam/RN será realizada na sede da Federação das Câmaras Municipais do RN – Rua da Saudade, 1877, bairro Lagoa Nova na capital potiguar, no dia 05 de fevereiro pela manhã. Apenas os presidentes dos Poderes Legislativos filiados a entidade têm direito a voto.