O ex-governador e ex-senador José Agripino Maia, atual presidente estadual do União Brasil, defendeu em entrevista à Rádio CBN Natal a união das forças de oposição no Rio Grande do Norte para enfrentar a chapa governista nas eleições de 2026. Para ele, uma candidatura única ao governo do Estado, com apoio dos principais partidos oposicionistas, é a chave para vencer no primeiro turno.
“Se houver juízo e a ambição for menor do que a razão, ganhamos no primeiro turno”, afirmou Agripino, destacando a convergência de ideias entre União Brasil, PL e PP. Ele citou, com entusiasmo, recentes declarações do senador Rogério Marinho (PL), presidente estadual do partido, como “música para os meus ouvidos”, por também pregar a união da oposição.
Agripino reforçou que não há qualquer possibilidade de aliança com o PT, nem por parte da Federação União-PP — que reúne os deputados federais Benes Leocádio, Carla Dickson (União), João Maia e Robinson Faria (PP) —, nem por parte do PL, que conta com os deputados General Girão e Sargento Gonçalves. “Estamos determinados a participar de uma aliança com o desejo de ganhar a eleição”, assegurou.
O presidente do União afirmou que a principal premissa da oposição deve ser a união em torno do nome mais viável, escolhido com base em pesquisas qualitativas e quantitativas. Segundo ele, o “desejo de ganhar” está levando os partidos a um “caminho confluente” e destacou que a proposta de candidatura única já vem sendo defendida por seu partido há bastante tempo.
Além da disputa pelo governo estadual, Agripino alertou para os riscos de uma eventual divisão da direita na eleição para o Senado. Com a governadora Fátima Bezerra (PT) sinalizando que deixará o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado, ele acredita que lançar duas candidaturas no campo da oposição facilitaria uma vitória do PT: “Estamos dando a grande chance do PT fazer um senador, na hora que divide a oposição por dois candidatos”.
O ex-senador também fez duras críticas ao governo estadual, afirmando que o Rio Grande do Norte vive um momento de letargia, em contraste com o desenvolvimento observado em estados vizinhos como Ceará, Paraíba, Alagoas e Piauí. “A gente está ficando pra trás quando temos toda a chance de retomar o crescimento”, lamentou.
Como exemplo de potencial pouco explorado, Agripino citou o projeto “Cidade da Moda”, em Acari, que visitou recentemente e que gera 250 empregos com mínimo investimento público. “Se você tivesse o apoio do governo a ideias como essa, teríamos uma geração espontânea de empregos”, comentou, criticando a falta de estímulo à iniciativa privada por parte da gestão estadual atual.
Finalizando, Agripino ironizou o discurso oficial sobre recapeamento de estradas, dizendo que “80% delas foram feitas por mim” em seus mandatos, e que agora o governo estadual apenas as recapeia, vendendo como “grande obra”.
Foto: Reprodução
Fonte: Tribuna do Norte


