Os números do Tesouro Nacional são claros e preocupantes: o Rio Grande do Norte acumula cerca de R$ 3 bilhões de déficit, enquanto 56,41% da receita corrente está comprometida com despesas de pessoal. O cenário escancara a fragilidade das contas públicas e expõe falhas graves de gestão.
Não se trata apenas de dificuldade momentânea, mas de falta de planejamento e controle. Quando mais da metade da arrecadação é consumida pela folha, o Estado perde capacidade de investir, de modernizar a estrutura e de responder às demandas da população. Obras atrasam, serviços ficam comprometidos e a máquina pública se torna pesada e ineficiente.
O risco vai além do presente. O próximo governador poderá assumir um Estado engessado, sujeito a sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal, com restrições para contratar empréstimos, receber transferências voluntárias e até conceder reajustes. Ou seja, um cenário que limita qualquer projeto de desenvolvimento.
Equilíbrio fiscal não é discurso, é obrigação. O que se vê hoje é um Estado no vermelho, com pouca margem de reação e um futuro incerto se medidas firmes não forem adotadas imediatamente.

