Autor: Joaquim Pinheiro

  • Prefeito Allysson, de Mossoró, filia-se ao União Brasil em julho

    O prefeito Allysson Bezerra, de Mossoró, será o novo integrante do União Brasil, partido presidido no Estado pelo ex-senador José Agripino Maia. O prefeito confirma sua filiação para o próximo mês de julho e certamente será candidato à reeleição no próximo ano com chances reais de vitória, já que, segundo ele, é um desejo da maioria da população mossoroense vê-lo novamente comandando o Poder Executivo da segunda mais importante cidade do Rio Grande do Norte depois da capital do Estado. Alysson é um político da nova geração que se elegeu deputado estadual para em seguida derrotar o sistema político comandado por Rosalba Ciarlini que lidera o grupo familiar Rosado há vários anos. A ascensão do jovem prefeito interrompe um ciclo iniciado pelo então governador Dix-Sept Rosado Maia, que faleceu no exercício do cargo num desastre de avião no Rio do Sal em Aracaju. O União Brasil é sucedâneo do DEM, partido ao qual pertenceu o ex-senador José Agripino durante muito tempo e lhe projetou nacionalmente como um dos principais líderes a exemplo do ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães e agora seu neto conhecido por ACM Neto. O novo União Brasil conta nos seus quadros com os deputados federais Benes Leocadio e Paulinho Freire e poderá contar com o senador Stivenson Valentim. É um partido importante nacionalmente e a nível de Estado certamente se tornará numa sigla com capilaridade suficiente para influenciar no resultado das eleições de 2024 para a prefeitura de Natal e 2026 para o Governo do Rio Grande do Norte.

  • O Segredo da Fulaninha

    Por Ricardo Sobral, advogado

    Por natureza e formação sou discreto, confiável e gosto de passar despercebido. 

    Diria até mesmo que sou tímido, embora outrora umas amigas me achassem temido.

    Uma coisa, porém, é certa: Espalhafatoso e gostar de aparecer não faz o meu estilo.

    Tenho, pois, com permissão do leitor, a veleidade de afirmar que sou um túmulo para guardar segredo. Igual a imagem de santo em quarto de rapariga – tudo ver e nada diz.

    Acreditem!

    Entretanto, diz o ditado popular que toda regra tem sua exceção, até mesmo para confirmá-la.

    Seja lá como for, não vou abrir exceção contando segredo a mim confiado.

    Vou, isso sim, nesses tempos de novidade linguística, reflexibilizar a regra, contando o milagre sem dizer o santo

    Explico:

    Estava ontem num restaurante tratando de assunto profissional, conversa formal sobre assunto bem sério, na companhia de dois senhores, um deles com mais idade do que eu.

    De repente entra uma figura q’eu não via havia uma dúzia de anos, unidade essa de medida que não serve apenas para contar ovos.

    Ao me ver, deu a impressão de que afinal  havia encontrado alguém a quem poderia fazer o grande desabafo de sua vida, libertar o próprio peito de medonho sufoco.

    – Ricardo Sobral, se eu lhe contar uma coisa você guarda segredo? – perguntou-me à queima-roupa.

    Antevendo que o segredo do amigo seria impróprio para os circunstantes, adverti-lhe enérgica e cordialmente:

    – Guardo não. Você, que é dono do segredo quer contar,  imagine eu, que não sou nada dele!

    Embalde foi minha advertência: O sujeito encheu os pulmões de ar e disse feliz a todo vapor:

    – Voltei pra Fulaninha. Que diferença faz um corno a mais ou um corno a menos?

  • Oposicionistas intensificam entendimentos para o Governo do Estado

    Rogério Marinho, do PL, Jean Paul Prates, do PT, Alvaro Dias, do Republicanos, deputado General Girão Monteiro, do PL, Stivenson Valentim, do Podemos e Ezequiel Ferreira, do PSDB, são nomes de destaque no momento na política do Rio Grande do Norte postulantes ao cargo de governador do Estado nas eleições de 2026. Outros nomes certamente surgirão entretanto, são estes os mais cotados e citados nos meios políticos. Lembrando, que antes haverá uma disputa importante para a Prefeitura de Natal, o que se constituirá numa espécie de referência para 2026. Os nomes acima citados estão em fase preliminar de consulta às bases políticas, articulações e entendimentos objetivando se fortalecer e conquistar aliados ocasionais para disputar a eleição fortalecido e evidentemente com chance real de vitória. Jean Paul Prates, atual presidente da Petrobras, é um técnico competente que tomou gosto pela política e tem tudo para se destacar no cargo que exerce stualmente e com isso obter dividendos político-eleitorais. Alvaro Dias tem afirmado no privado que poderá ser candidato a governador desde que se viabilize para isso. O prefeito não descarta, entretanto, disputar o Senado da República Federativa do Brasil. Político hábil e matreiro, Ezequiel Ferreira deixa transparecer que poderá disputar o Governo do Estado, o Senado ou à Câmara Federal, dependendo da situação no momento. O certo é que não irá para aventura e ficar sem mandato. Stivenson Valentim sempre é envolto em mistérios e em razão do seu comportamento estranho é tido como uma incógnita na política do Rio Grande do Norte. Na primeira tentativa deu certo, não se sabe agora. Mudou o discurso radical contra a classe política a qual pertence. Se será candidato a governador só o futuro dirá. Rogério Marinho é o nome mais representativo do “bolsonarismo” ao lado do deputado General Girão. Tudo indica que o senador do PL será mesmo candidato a governador enquanto o deputado Girão tem afirmado que é um “soldado” do partido e do sistema oposicionista, portanto topa qualquer parada. A guerra eleitoral está só começando. Vem chumbo grosso no jargão popular.

  • Governo de direito e não de fato

    A população brasileira, majoritariamente, está vivendo uma sensação de falta de governo no País para resolver seus problemas que são muitos. Enquanto isso, o presidente passeia fora levando no avião presidencial uma trinca de pessoas gastando desmedidamente o dinheiro público. E ninguém faz nada para coibir essa gastança imoral. Cadê a justiça que não vê isso? Por quê não tipificar esse abuso como crime de lesa-pátria? O País está sendo enganado e levado ao caos. Um verdadeiro atentado contra o Brasil. Parece até que o governo acabou antes de começar. O presidente, de direito e não de fato, prioriza viagens e farras em hotéis caríssimos em vez de ficar no Brasil buscando soluções para melhorar a vida do brasileiro sofrido e humilhado. A ele, interessa mais gastar dinheiro com viagens desnecessárias no momento do que implementar ações concretas e eficazes que proporcionem emprego e renda para a população. Esse abuso praticado pelo atual governo do PT deveria ser coibido pelas autoridades que se dizem competentes. Atualmente, também existe no Brasil a sensação de que o vice Geraldo Alckmin governa e o titular faz de conta que governa. Chega de tanta bravata e enganação. O mundo está mudando, mas os governantes do Brasil com raríssimas exceções continuam praticando a política do atraso, do assistencialismo, do toma-lá-dá-cá e da enganação. Até quando?

  • Ex-prefeito pode se tornar inelegível

    O ex-prefeito Carlos Eduardo, atualmente filiado ao PSD, portanto, liderado do casal Jaime e Zenaide Maia, poderia viver uma situação de comodidade agora na disputa pela Prefeitura de Natal se tivesse tido um comportamento diferente durante toda sua vida pública. Mas, Carlos Eduardo “abestalhou-se” com o Poder e seguiu no caminho errado, tratando com indiferença, tanto adversários quanto os próprios correligionários, notadamente vereadores que “comeram junto a ele, o pão que o diabo amassou”, no jargão popular. Carlão chegou a dizer que vereadores não valem um fósforo riscado, vindo a causar um grande mal-estar. Pessoas próximas a Agnelo Alves, dizem que o filho não ouvia nem o pai, considerado hábil e “cabreiro” na política. Agora, o ex-prefeito depara- se com uma “encrenca” no Tribunal de Contas do Estado que pode lhe tirar da disputa eleitoral do próximo ano. Prestação de Contas dele como prefeito foram desaprovadas. Mas, ele diz não haver nada irregular no caso e que ainda cabe recurso. Quem decidirá essa “parada” deve ser mesmo a Câmara Municipal de Natal onde o ex-prefeito não tem a simpatia da maioria dos vereadores. Se colocarem para votação em plenário Carlos Eduardo perde feio. Esse assunto já era para ter sido resolvido há muito tempo se o TCE trabalhasse com agilidade e se lá não existissem o compadrio, o apadrinhamento político e as famosas “forças estranhas”. Infelizmente, este é o Brasil governado por Luiz da Silva.