Autor: Joaquim Pinheiro

  • Prefeitura ordena comércio informal e remove ligações irregulares em frente ao HUOL

    Prefeitura ordena comércio informal e remove ligações irregulares em frente ao HUOL

    Na manhã desta segunda-feira (11), a Prefeitura do Natal realizou uma operação de ordenamento e retirada de ligações clandestinas de energia nas áreas externas e de entrada do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). A ação, coordenada pelo setor de fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), reorganizou ambulantes e food trucks que ocupavam irregularmente a via, liberando os três acessos principais do hospital — localizados nas avenidas Nilo Peçanha e Getúlio Vargas.

    Ao todo, 22 comerciantes previamente notificados compareceram à Semsur na semana passada para assinar termo de compromisso e receber orientações sobre locais adequados e regras para atuação. Apenas quatro descumpriram as determinações. Nestes casos, em futuras fiscalizações, o material poderá ser apreendido, será aplicada multa a partir de R$ 1.200 e o responsável encaminhado à Delegacia de Plantão.

    Outro ponto central da ação foi a retirada de quatro ligações clandestinas de energia elétrica utilizadas para abastecer irregularmente estruturas comerciais. Aproximadamente 60 metros de cabo PP foram apreendidos. Segundo o chefe de fiscalização da Semsur, Carlos Falcão, ao constatar o furto de energia, o Departamento de Iluminação foi acionado para realizar a remoção.

    “São ligações que colocam em risco a segurança e ainda furtam a energia que é paga por toda a cidade”, destacou.

    Para o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, a operação garante um espaço seguro e organizado para quem frequenta o HUOL. “Essa medida facilita a mobilidade dos pacientes, melhora o fluxo das equipes de saúde e assegura que o entorno do hospital esteja de acordo com as normas, preservando a segurança e o bem-estar da população”, afirmou.

    O ordenamento também contribui para a acessibilidade, beneficiando pacientes, equipes de saúde, estudantes e visitantes — com destaque para a circulação de cadeirantes e o livre tráfego de ambulâncias. Entre as exigências reforçadas estão o uso de energia própria pelos comerciantes (baterias, placas solares ou geradores), a proibição de garrafas de vidro e a obrigatoriedade de extintores ABC para estabelecimentos que utilizem fontes de calor. Conforme a regulamentação, a atividade comercial deve ser mantida a pelo menos 50 metros da entrada do hospital.

    Denúncias ou solicitações de informações podem ser enviadas para o e-mail da fiscalização: fiscalizacaosemsur@gmail.com.

  • Barco Escola promove educação ambiental em aulas no Rio Potengi

    Barco Escola promove educação ambiental em aulas no Rio Potengi

    Escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte já podem agendar uma aula flutuante pelo Rio Potengi para levar aos alunos informações sobre educação ambiental, história e cidadania. A chamada aula-passeio é possível graças à retomada do projeto Barco Escola RN (antigo Barco Escola Chama-Maré), iniciativa que conta com ações desenvolvidas por estudantes e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), em parceria com o Idema e a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (Funcitern). As reservas podem ser feitas de forma virtual pelo endereço projetobarcoescolarn.org.

    A visitação é gratuita para estudantes de instituições públicas dos ensinos básico e superior, desde que tenham mais de 10 anos e com até 60 pessoas por embarque. Para instituições privadas é cobrada uma taxa de R$ 10. As aulas acontecem de terça-feira a sábado. Neste ano, o Rio Potengi, em Natal, é o primeiro a receber o Barco Escola, mas há um planejamento de expansão para o interior do estado ainda no primeiro semestre de 2026, conforme explica Polliana Lázaro, coordenadora operacional do projeto.

    O investimento total é de R$ 18,7 milhões. “É uma expansão que já está garantida. A gente quis primeiro estruturar o Barco aqui na capital para, a partir de 2026, já em janeiro, colocá-lo em prática nos rios Apodi e Mossoró. Após isso, chegaremos também aos rios Tubarão (Macau e Guamaré) e Aratuá (Galinhos)”, diz Polliana. Em Natal, com a retomada do projeto há cerca de duas semanas, já foi registrada a participação de mais de 200 alunos. A aula-passeio inclui informações sobre biodiversidade, cultura, história, geografia, fauna e flora.

    O passeio, com saída do Iate Clube, tem como protagonista as paisagens emblemáticas que ficam no entorno do estuário, como a Fortaleza dos Reis Magos, o quebra-mar, Mercado Público e Igreja de Pedra da Redinha, Cemitério dos Ingleses, além das comunidades Areado, Passo da Pátria e Pantanal. Werner Farkatt, diretor do Idema, afirma que o investimento total inclui a compra de duas novas embarcações para o interior, recursos para contratação de equipes e serviços de manutenção dos barcos.

    “No caso de Natal, fizemos ajustes na embarcação, como a estruturação de lastro e guarda-corpo, adaptações do banheiro para acessibilidade, além de implantar a estrutura de incêndio, conforme solicitação da Capitania dos Portos”, falou. Michele Câmara, coordenadora geral do projeto, ressaltou que resultados importantes para a preservação do estuário podem ser alcançados mais facilmente a partir da iniciativa. “A aula-passeio tem sido muito bem recebida pelos estudantes porque ela é muito democrática e faz com que as pessoas se apropriem do rio e se empenhem em protegê-lo”, pontuou.

    Fonte: Tribuna do Norte