Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil recebe Comissão de Saúde da CMN

Nesta segunda-feira (12), o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) recebeu a visita fiscalizatória da Comissão de Saúde, Previdência e de Assistência Social da Câmara Municipal de Natal. Na ocasião, os parlamentares viram de perto o andamento dos trabalhos e identificaram deficiências na unidade, que funciona na Avenida Capitão-Mor Gouveia, no bairro Cidade da Esperança, zona Oeste da capital potiguar. Participaram do encontro a vereadora Camila Araújo (União Brasil) e os vereadores Luciano Nascimento (PSD) e Cleiton da Policlínica (PSDB).

O CAPSi é um serviço público de saúde mental que atende crianças e adolescentes que apresentam sofrimento psíquico grave, seja por transtornos mentais graves e persistentes, ou por uso de substâncias. Ele oferece atendimento psicossocial especializado, incluindo clínica psiquiátrica, psicologia, terapia ocupacional, oficinas terapêuticas e orientação familiar. O atendimento acontece no sistema porta aberta, recebendo pacientes por demanda livre ou encaminhados de outras unidades de saúde, contando com uma equipe interdisciplinar que inclui psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, enfermeiros, entre outros.

De acordo com a presidente da Comissão de Saúde, vereadora Camila Araújo, a instituição precisa, com urgência, de atenção na sua estrutura física, a fim de reunir as condições necessárias para serem realizados serviços como musicoterapia e arteterapia. Ela observou que as crianças e os adolescentes estão dividindo o espaço com adultos, haja vista que funciona um Centro de Convivência dentro do equipamento.

“Vamos levar esses apontamentos para a Secretaria Municipal de Saúde e correr atrás de recursos, porque aqui tem espaço para ter uma quadra de esportes para as crianças fazerem suas atividades físicas e um parquinho para momentos de lazer que complementam o tratamento. Existe uma piscina terapia, mas que hoje só está funcionando graças aos servidores, que se esforçam para manter a piscina limpa e adequada para atender os pacientes. Então, precisamos atacar a questão estrutural imediatamente. Para completar, o espaço tem que atender de forma específica crianças e adolescentes”, afirmou Camila Araújo.

O diretor do CAPSi, Edriano Lima, contou que para comprar o material de limpeza da piscina, como cloro e barrilha, os funcionários promovem um bazar, além de outros eventos para arrecadar dinheiro e comprar esses insumos mensalmente. “Temos um custo entre 300 e 400 reais de material para limpar a piscina todos os meses e dar continuidade às atividades terapêuticas. Já fizemos vários memorandos de solicitação desses produtos, mas como eles não se enquadram dentro do que é necessário para a saúde do município, não conseguimos êxito. Felizmente, os vereadores viram a importância da piscina para o trabalho da nossa equipe e os benefícios que gera para os pacientes”.

A Importância das Parcerias Público-Privadas para a Gestão Municipal

Em tempos de crescente demanda por serviços públicos de qualidade e recursos cada vez mais escassos, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica fundamental para a modernização da gestão municipal no Brasil.

As PPPs permitem que prefeituras realizem investimentos em infraestrutura, saneamento, iluminação pública, mobilidade urbana, educação e saúde com maior eficiência, aproveitando a expertise e os recursos do setor privado. Isso alivia os cofres públicos e acelera a entrega de serviços à população.

Ao dividir riscos, responsabilidades e investimentos, a administração municipal ganha agilidade, inovação e capacidade técnica, além de maior previsibilidade orçamentária. Para os investidores, abre-se a possibilidade de retorno sustentável em áreas historicamente desafiadoras.

Exemplos bem-sucedidos já podem ser vistos em diversas cidades brasileiras, com projetos que vão desde a construção de creches e unidades de saúde até a modernização do sistema de transporte coletivo. Em todos os casos, a transparência, a boa governança e o planejamento estratégico são essenciais para garantir o sucesso das parcerias.

Portanto, mais do que uma alternativa, as PPPs representam uma nova forma de pensar a gestão pública: colaborativa, eficiente e voltada para resultados concretos. Investir nesse modelo é, sem dúvida, um passo importante para transformar realidades locais e promover o desenvolvimento sustentável dos municípios.

STTU anuncia redução de sinistros de trânsito durante audiência do Maio Amarelo na Câmara

Durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (9), na Câmara Municipal de Natal, a secretária de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, anunciou que Natal registrou queda nos sinistros de trânsito no primeiro quadrimestre de 2025. O encontro fez parte da programação do movimento Maio Amarelo, que este ano traz o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.

De acordo com Jódia Melo, houve uma redução de 33% nas infrações por excesso de velocidade e uma queda de 18% no número de óbitos no trânsito, em comparação com o mesmo período de 2024. Ela destacou o impacto das ações educativas promovidas pela Prefeitura do Natal, sob a gestão do prefeito Paulinho Freire, em espaços públicos, escolas, bares e outros ambientes.

A audiência foi proposta pelo vereador Herberth Sena (PV), que reforçou a necessidade de ações integradas para ampliar a segurança viária, com foco nos motociclistas — grupo mais vulnerável nas estatísticas. Representantes do CPRE, PRF, Detran-RN, Ministério Público e outras entidades também participaram do debate, que abordou temas como fiscalização, educação para o trânsito e infraestrutura viária.

Vereadora Relativiza Crime

Em pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de Natal, a vereadora Camila Araújo sugeriu que o caso de uma menina de nove anos, vítima de estupro, poderia ser interpretado como um “relacionamento estável” com o agressor. A declaração gerou indignação e levanta um alerta sobre a banalização da violência sexual contra crianças.

Pela legislação brasileira, qualquer relação sexual com menor de 14 anos é considerada estupro de vulnerável — não importa se há convivência ou suposto “consentimento”. É crime, e ponto. Nenhuma criança namora, e nenhuma autoridade deveria relativizar um abuso tão grave.

Falas como essa não apenas desinformam, mas também enfraquecem a proteção à infância e incentivam a cultura da impunidade. É preciso responsabilidade e firmeza: proteger nossas crianças é dever de todos, especialmente de quem ocupa cargo público.