Em uma reunião ontem no início da noite, o vereador Hermes Câmara, líder do prefeito Álvaro Dias (Republicanos) anunciou que vai deixar o PTB e assinar a ficha do PSDB. Ele já recebeu carta de anuência do partido e protocolou na Justiça Eleitoral. Assim não correrá risco de integrar a sua nova legenda.
Os cinco novos integrantes se reuniram para o anúncio de Hermes. “Decidi aceitar o convite do presidente Ezequiel Ferreira, pois o PSDB de Natal passa por uma nova reformulação e também será um prazer integrar uma bancada ao lado de amigos como Klaus, Hebert, Aldo e Anderson. Chegamos para somar e também ajudar na restruturação da sigla”, afirmou Hermes Câmara.
Recentemente o PSDB que em 2020 elegeu três parlamentes, já recebeu cinco novos integrantes: Heberth Sena que saiu do PL, Aldo Clemente que se desligou do PDT, Klaus Araújo e Anderson Lopes, ex-Solidariedade, e agora Hermes Câmara de saída do PTB. Os vereadores eleitos com o prefeito Álvaro Dias em 2020 foram Aroldo Alves, Chagas Catarino e Kleber Fernandes, que já recebeu a carta de anuncia para acompanhar o prefeito no Republicanos.
Na Câmara, o PSDB surge como uma nova força. Os novos vereadores saíram de partidos diferentes e vão reforçar uma nominata com 30 candidatos que vão defender no próximo ano a chapa proporcional do partido. “Com o respaldo do presidente estadual Ezequiel Ferreira estamos crescendo e engrossando as fileiras tucanas em Natal. Vamos até setembro anunciar mais novos nomes que vão concorrer em 2024. O PSDB não tem dono e será uma legenda que vai ouvir todos”, assegurou Klaus Araújo, coordenador político da nominata.
Moradores dos municípios de Serra de São Bento e Monte das Gameleiras, região Agreste do Estado, estão surpresos e preocupados com a devastação ambiental causada por empresas de energia éolica conforme imagens feitas através de um aparelho celular. Além da destruição de lajedos históricos, estão dizimando animais silvestres, a exemplo de preá, mocó, tijuassu, peba, tatu e aves silvestres como nambu, rolinha, canário, galo de campina, bentivi, entre outros. A região é considerada de grande potencial turístico do Estado, notadamente por ser serrana de clima ameno e agradável. O que motivou a indústria do turismo ser instalada na região foi exatamente a bonita paisagem que agora está sendo parcialmente destruída. Distante pouco mais de 100 quilômetros da capital, Natal, Serra de São Bento e Monte das Gameleiras poderão se transformar em pouco tempo num ambiente hostil, constrangedor e sem atração nenhuma, atingindo a atividade turística. A população dos dois municípios clama por justiça chamando a atenção das autoridades para que esse crime ambiental de grandes proporções seja coibido o quanto antes para evitar o caos numa região promissora. O progresso tem que chegar, desde que preservando o Meio Ambiente e a vida. Cadê os órgãos ambientais e o próprio Ministério Público que não enxergam essa aberração? Até quando irão ficar alheios a esse absurdo ?
No contexto futebolístico o termo hat-trick, que ganhou notoriedade após a copa do mundo de 2022, é usado quando um jogador marca três gols em uma única partida. O português Cristiano Ronaldo é o atleta em atividade com o maior número de hat-tricks.
De uns quinze dias para cá, um fato político vem gerando intensa mídia e debate na Paraíba. Trata-se da aproximação política dos até bem pouco tempo antagônicos Bruno Cunha Lima, prefeito de Campina Grande com o senador Veneziano Vital do Rêgo. E é sabido, por aqueles forjados no noticiário, que fatos geram circunstâncias que geram outros fatos seguindo para mais circunstâncias. A depender dos olhos ou ouvidos, os fatos agradam ou desagradam, mas carregam, em análise desapaixonada, um efeito por vezes duradouro e cruel.
Dentro desse cenário já se via o primeiro gol contra do prefeito, quando desprestigia o ex-prefeito e atual deputado federal Romero Rodrigues – saído da prefeitura municipal com índice de aprovação gigantesco e principal responsável pela vitória de Bruno – trazendo e dando visibilidade para o cenário político municipal um senador que representa o que há de pior na prática política brasileira e em nada contribuiu para a eleição daquele. A justificativa seria o acesso e destravamento de projetos junto ao Governo Federal e que não se poderia negar “ajuda” a Campina. Ora, relação institucional deve existir entre gestores e ocupantes de qualquer cargo políticos. E parar por aí, com certos políticos!
O segundo erro – digo, gol contra – e o mais grave foi revelado agora, com a “entrega” da Secretaria de Ação Social do município ao grupo do senador. Uma pasta que – cheia de verbas federais e cargos – se destravada para aqueles que usam a administração pública para práticas nefastas é um “céu de brigadeiro”.
Por último, conseguiu o prefeito ressuscitar em Campina Grande um grupo político que estava no ostracismo; sobrevivendo sob os holofotes de um mandato e uma parte da mídia que não desagrada o poder, seja ele qual for.
Certo é que o tempo vem, com os seus questionamentos por vezes incontroláveis os fatos que pareciam acertados e convenientes são submetidos às circunstâncias que foram capazes de gerar; aí já causaram efeitos inimagináveis.
No romance policial existe uma lição no sentido de que quando existe uma morte misteriosa de alguém importante não se deve perguntar quem matou, mas quem foi o interessado naquela morte. O autor material do crime, esconde apenas, o intuito do verdadeiro criminoso.
Como diria Branco, filósofo do calçadão: “O abandono, às vezes, é libertador. Para quem liberta e é libertado.”
O vereador de Natal Anderson Lopes é o mais novo filiado ao PSDB. Vereador com reduto eleitoral na Zona Norte da cidade, Anderson Lopes deixa o Solidariedade, partido que não atingiu a cláusula de desempenho nas eleições de 2022 e precisou incorporar o Pros.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (1º) pelo presidente estadual do partido, o deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Com a chegada de Anderson Lopes, o PSDB agora tem na Câmara Municipal de Natal uma bancada de 7 vereadores. Ao todo, são 29 parlamentares na Casa. O número da bancada tucana deve mudar em breve, já que outras filiações são esperadas e alguns nomes também podem deixar o partido, como Kleber Fernandes, que deve migrar para o Republicanos do prefeito Álvaro Dias.
É bem verdade que o Rio Grande do Norte não é nenhum Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul ou Goiás em termos de aptidão para a produção agropecuária. Estamos muito longe disso. As condições climáticas e edáficas, principalmente as primeiras, que aqui predominam, são muito desfavoráveis se comparadas às dos estados citados. Afinal, nosso território está quase que totalmente inserido na região Semiárida brasileira. Em que pese as adversidades citadas, algumas atividades aqui praticadas têm relevância no cenário nacional, como a produção de melão, de castanha de caju e de camarão em cativeiro. Outras, quando comparadas aos demais estados do Nordeste, também adquirem expressão, como a cana-de-açúcar, o abacaxi, o coqueiro, o mamão, a pecuária bovina e a ovinocaprinocultura. Temos também um grande potencial para a prática da agricultura irrigada, que, aliada ao grande número de horas de sol, possibilitam o cultivo de várias espécies de frutas. Não obstante a realidade atual e o potencial de que o estado desfruta na produção agropecuária, ocupamos, historicamente, a última posição no que se refere às aplicações de recursos do crédito rural em relação aos nove estados do Nordeste. A título de ilustração, na Safra 2022/2023 recentemente encerrada, o volume de crédito rural desembolsado por todos os agentes financeiros que aqui atuam somou pouco mais de R$ 540 milhões, praticamente a metade do volume aplicado pela Paraíba, de R$ 950 milhões, e por Alagoas com R$ 980 milhões. Nesse período, o volume aplicado pelo RN representou apenas 1,5% do total desembolsado pelos nove estados da região, que somou R$ 36,1 bilhões. Afinal, por que figuramos tão mal assim nesse quadro comparativamente aos outros estados da região, que, à exceção do Maranhão, apresentam as mesmas condições de semiaridez que as nossas? São muitas as causas desse baixo desempenho, a começar pela desestruturação dos órgãos do governo estadual ligados à atividade agropecuária. E aí, podemos enumerar a dificuldade encontrada pelos produtores rurais na obtenção de documentos imprescindíveis exigidos pelas instituições financeiras para o financiamento da atividade rural, como a licença ambiental e a outorga d’água. A demora na liberação desses dois documentos pelos órgãos responsáveis pela sua emissão – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), respectivamente – chega a ser tão grande que leva muitos pretendentes ao financiamento a desistir no meio do percurso. Além desses, outros fatores também muito contribuem para tal situação, como a falta de articulação que visem à solução de problemas encontrados na operacionalização do crédito rural entre as entidades representativas dos produtores e os agentes financeiros; a deficiência da assistência técnica e gerencial prestada aos pequenos produtores, em decorrência do sucateamento do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RN). Aqui vale ressaltar que esse público, que não recebe assistência técnica nem tem acesso ao crédito rural,
está presente em 86% dos estabelecimentos rurais do estado, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE 2017. Do ponto de vista dos produtores rurais, uma das maiores dificuldades no acesso ao crédito rural reside na burocracia e no grau de exigência dos agentes financeiros no tocante à excessiva quantidade de documentos e das garantias para lastrear as operações. No entanto, tais exigências não explicam o baixo volume de crédito contratado, porquanto fazem parte do processo de concessão em âmbito nacional de qualquer instituição que opera o crédito rural. Como exposto, a reversão da incômoda posição ocupada pelo Rio Grande do Norte no cenário regional e nacional das aplicações em crédito rural deve passar por uma reestruturação dos órgãos governamentais ligados ao setor agropecuário, bem como à melhoria do ambiente de negócios com o envolvimento das entidades representativas dos produtores e dos agentes financeiros.