Categoria: Política
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Eriko confirma pré-candidatura e reforça aliança com Paulinho
Na noite desta quinta-feira (26), o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome, revelou em entrevista à rádio 96FM sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Durante a conversa, Eriko afirmou que já vem se articulando e trabalhando em torno de uma pré-candidatura ao cargo de deputado federal em todo Rio Grande do Norte.
À frente da Federação das Câmaras Municipais, Eriko destacou que sua relação com parlamentares, incluindo presidentes de câmaras e vereadores, vem se fortalecendo, e afirmou que sua presença política já alcança cerca de 50 municípios do Rio Grande do Norte.
O vereador também ressaltou seu alinhamento com o grupo político liderado pelo prefeito Paulinho Freire. Ao ser questionado sobre a recente declaração da secretária municipal Nina Souza, Eriko declarou que conversou com Paulinho e que o mesmo disse que essa decisão será tomada em 2026 e que hoje nada foi decidido. O presidente afirmou que a secretaria Nina está preparada para qualquer tipo de cargo, inclusive o de federal, e que ambos mantêm uma relação de respeito mútuo e compartilham o compromisso de preservar a unidade e a harmonia dentro do grupo.
“Estamos construindo nossos projetos de forma independente neste primeiro momento, cada um avaliando seu espaço e conversando com as bases. Mas temos um entendimento muito claro: no momento certo, vamos sentar com o grupo político, hoje liderado pelo atual prefeito Paulinho Freire, e tomar uma decisão conjunta para as Eleições de 2026, com equilíbrio e respeito mútuo. O importante é que não haverá disputa entre eu e Nina para os mesmo cargos. Trabalhamos juntos, cada um com sua trajetória mas com o mesmo objetivo, o de fortalecer nosso grupo e representar bem o Rio Grande do Norte,” afirmou Eriko.
Durante a entrevista, o presidente também mencionou que sua pré-candidatura conta com o incentivo do prefeito Paulinho Freire. Segundo Eriko, o prefeito tem acompanhado de perto suas movimentações políticas e o encorajou a continuar seu trabalho, dialogando com as lideranças e fortalecendo sua presença nos municípios e que as decisões serão tomadas em 2026.

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Congresso aprova aumento no número de deputados; RN terá mais duas vagas federais e seis estaduais
Em uma decisão com amplas repercussões políticas, o Congresso Nacional aprovou nesta semana um projeto de lei complementar que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. A mudança, fundamentada nos dados do Censo Demográfico de 2022, visa adequar a representação proporcional dos estados brasileiros ao novo perfil populacional do país. Com a atualização, o número total de deputados federais passará de 513 para 538, e o Rio Grande do Norte será um dos estados beneficiados diretamente, ganhando duas novas cadeiras na Câmara dos Deputados. Isso significa que, nas eleições de 2026, o eleitor potiguar votará para eleger 10 representantes federais, em vez dos atuais 8.
A mudança também provocará reflexos imediatos no cenário político estadual. Isso porque a Constituição Federal estabelece que o número de deputados estaduais deve ser proporcional ao número de representantes federais de cada unidade da federação. Com isso, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte passará a contar com 30 parlamentares, seis a mais do que os atuais 24. A ampliação representa um aumento significativo na composição do Legislativo estadual e altera o equilíbrio interno entre partidos, blocos políticos e lideranças regionais.
A decisão do Congresso já repercute nos bastidores da política potiguar, onde partidos começam a repensar estratégias e estruturas com foco nas eleições de 2026. Com mais cadeiras em disputa, o ambiente deve favorecer o surgimento de novas candidaturas, o fortalecimento de alianças e o redesenho de coligações. Também deve provocar um reposicionamento de figuras políticas em busca de espaço nas chapas proporcionais, tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa. Ao mesmo tempo, a ampliação exigirá maior organização por parte das legendas, que precisarão montar nominatas mais robustas e competitivas para preencher as vagas disponíveis.
A aprovação do projeto marca uma das decisões mais significativas do Congresso no que diz respeito à composição política nacional nas últimas décadas. O critério utilizado para a redistribuição leva em conta o crescimento populacional dos estados, beneficiando aqueles que registraram aumento proporcional acima da média, como é o caso do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pará e Amazonas. Por outro lado, há estados que poderão perder cadeiras, o que ainda está sendo discutido judicialmente, uma vez que a Constituição prevê um número mínimo de oito deputados federais por estado.
No caso do Rio Grande do Norte, a ampliação das vagas consolida um novo patamar na estrutura político-eleitoral do estado, influenciando diretamente a dinâmica das campanhas, o peso das regiões nas disputas legislativas e a relação entre o Executivo e o Legislativo. A nova configuração deve estar em vigor já para o próximo pleito, representando uma oportunidade — e um desafio — para as forças políticas locais que almejam protagonismo nos próximos anos.
Apesar da aprovação nas duas Casas, o projeto ainda segue para sanção presidencial. Caberá ao presidente da República decidir se promulga a nova composição ou se veta total ou parcialmente o texto aprovado pelo Congresso, o que pode abrir novo capítulo de tensão entre o Executivo e o Legislativo.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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Álvaro pressiona Paulinho para ter o seu apoio nas eleições de 2026
O prefeito Paulinho Freire, do União Brasil, está passando por um desconforto devido à pressões do ex-prefeito Álvaro Dias , do Republicanos , que quer a todo custo uma definição do prefeito de Natal de apoiá-lo para governador nas eleições do próximo ano. Segundo fontes próximas aos dois, Álvaro Dias quer que Paulinho Freire anuncie o apoio ao seu nome para o governo, o que o prefeito considera uma atitude extemporânea e desnecessária no momento.
Paulinho Freire, que faz política com cautela e sabedoria, entende que primeiramente tem que ouvir correligionários e aliados para não se precipitar e perder a eleição. Para ele, agora é o momento de administrar a cidade para posteriormente fazer política e definir o nome do sistema oposicionista para unidos vencer as eleições.
Paulinho Freire tem afirmado que reconhece a importância que teve o então prefeito Álvaro Dias para sua vitória e que pode apoiá-lo para governador, mas entende que o momento não é esse para anúncio de nomes.
A mesma fonte afirma que a exemplo do ex-senador José Agripino, o prefeito de Natal quer a união do sistema oposicionista com uma candidatura forte e competitiva para tirar o PT do Poder que governa o Estado há quase 10 anos, sem no entanto, colocá-lo no caminho do desenvolvimento.Foto: Reprodução

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Tribunal de Contas suspende licitação de R$ 200 milhões para o Hospital Metropolitano
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu, nesta semana, a licitação de R$ 200 milhões para a construção do Hospital Metropolitano, obra considerada uma das mais importantes promessas da gestão da governadora Fátima Bezerra.
A decisão veio após o TCU identificar possíveis irregularidades no processo licitatório, acendendo o alerta para suspeitas que precisam ser apuradas com rigor. O valor expressivo do contrato e a relevância social do projeto tornam a suspensão ainda mais grave,tanto do ponto de vista da gestão pública, quanto no campo político e eleitoral.
A construção do Hospital Metropolitano é tratada pelo Governo do Estado como um marco para a saúde da população da Grande Natal, região que concentra grande parte da demanda hospitalar. Com a suspensão, a obra entra em compasso de espera, e a população continua refém de uma rede pública sobrecarregada e carente de estrutura.
Politicamente, o caso representa um revés significativo para a governadora Fátima Bezerra. Em um momento em que a oposição se articula com mais força de olho em 2026, o desgaste provocado por suspeitas de corrupção em uma licitação milionária pode gerar reflexos duradouros para a imagem do governo e para a base aliada.
Agora, o governo estadual terá que explicar o que motivou o TCU a intervir, garantir total transparência no processo, e tomar providências para que os recursos públicos sejam aplicados com responsabilidade. O povo do Rio Grande do Norte não pode mais pagar a conta da ineficiência e desconfiança.
Foto: Carmem Félix/GovRN
