Autor: Joaquim Pinheiro

  • Pix inspira outros países, e Banco Central articula para ampliar alcance do sistema brasileiro

    Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br

    Lançado em 2020, o Pix revolucionou o modo como os brasileiros realizam transações financeiras. No ano passado, a ferramenta, criada pelo Banco Central (BC), ultrapassou a marca de 170 milhões de usuários, que movimentaram 26 trilhões de reais por meio de 63 bilhões de transações — um salto de 51% sobre o número de operações de 2023.

    Ao cair no gosto popular, o Pix também alçou o Brasil ao segundo lugar no ranking global de países com os maiores sistemas de pagamento instantâneo, atrás apenas da Índia, com cerca de 130 bilhões de transações, segundo a consultoria GlobalData.

    O sucesso incontestável do Pix atraiu o interesse de nações como a Colômbia e o Canadá. Até os Estados Unidos seguiram um caminho semelhante, criando o FedNow, em 2023. Atualmente, mais de setenta nações possuem sistemas semelhantes, criando um cenário propício para pensar em uma rede global integrada — uma espécie de Pix mundial. “O Pix tem potencial de se integrar a sistemas internacionais”, afirmou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em um evento recente do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

    Conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, o BIS desempenha papel crucial nessa integração ao coordenar a criação de uma ferramenta que promete unir os sistemas instantâneos de sessenta países. A plataforma, chamada de Nexus, está em testes em Singapura, Índia, Malásia, Filipinas e Tailândia. Se for bem-sucedido, o projeto permitirá transações financeiras entre quaisquer pontos do mundo em um piscar de olhos, 24 horas por dia, sete dias por semana. O Nexus ainda não tem data para estrear no Brasil, mas o BC apoia a ideia, por se encaixar na estratégia de internacionalização do Pix.

    Enquanto isso, o BC brasileiro conversa com seus pares de Colômbia, Chile, Equador e Uruguai para difundir o sistema brasileiro na América Latina. A expansão, porém, enfrenta desafios significativos, sobretudo no campo regulatório, já que cada país conta com leis e estruturas financeiras próprias, o que dificulta a conexão dos sistemas. “Os bancos precisam falar a mesma língua”, diz Daniel Pontes, fundador da corretora SWAP Câmbio. “Mas, se der certo, permitirá um ambiente seguro e, possivelmente, mais barato para os negócios.”

    Enquanto as autoridades buscam uma solução, o Pix já é “exportado” pela iniciativa privada. A PagBrasil foi uma das pioneiras ao estabelecer parcerias com operadoras de maquininhas de outros países. Assim, lojistas no exterior podem aceitar o Pix como forma de pagamento de turistas brasileiros e expatriados. “Recriamos a experiência exatamente como é no Brasil”, afirma Ralf Germer, presidente da PagBrasil, que tem operações na Argentina, no Uruguai, no Chile, no Peru e em países europeus. Do outro lado do Atlântico, o Braza Bank, banco de câmbio e pagamentos internacionais, levou o Pix para Portugal, um dos principais destinos de brasileiros na Europa. “Se a operação for bem-sucedida, expandir o Pix para outros mercados europeus será mais fácil”, diz Marcelo Sá, diretor de negócios do Braza Bank. Segundo Sá, as trocas via Pix já representam 30% dos pagamentos processados pela instituição por lá. O Mercado Pago também entrou na jogada e, recentemente, passou a aceitar o Pix na Argentina. Entre as vantagens que levam lojistas estrangeiros a adotar a ferramenta brasileira está o baixo custo por transação. Enquanto as compras com cartão de crédito no exterior pagam uma taxa de IOF de 3,38%, as feitas por Pix desembolsam apenas 0,38%. Isso coloca o sistema como uma alternativa vantajosa, superando até os cartões de empresas de remessa, que aplicam uma tarifa de 1%.

    Seja pelas mãos das empresas, seja via bancos centrais, o fato é que o mercado mundial de pagamentos instantâneos vive uma explosão. Segundo a GlobalData, em 2023, 266 bilhões de transações foram realizadas por meio desses sistemas — um aumento de 42% sobre o ano anterior. O volume correspondeu a 19% de todas as transações eletrônicas do ano retrasado. A consultoria projeta que, em 2028, o mundo realize 575 bilhões de transações instantâneas, que representarão 27% do total de operações financeiras. Cada vez mais, o Pix se firma como peça importante no tabuleiro desse jogo financeiro global.

    Fonte: Blog Gustavo Negreiros

  • Dobradinha: Ezequiel federal e Walter, estadual

    O desembargador Ibanez Monteiro, atual presidente do Tribunal de Justiça, deverá ser o futuro governador do Rio Grande do Norte caso o vice Walter Alves decida não assumir o cargo com a saída de Fátima Bezerra para ser candidata a senadora ou deputada federal no próximo ano.
    O substituto imediato seria o vice-governador mas Walter não deverá assumir o cargo para ser candidato a deputado estadual, segundo uma fonte próxima à família Alves.
    Comenta-se nos bastidores da política existir um entendimento entre Walter Alves e Ezequiel Ferreira para uma “dobradinha” entre os dois, com Walter candidato a deputado estadual e Ezequiel disputando uma vaga na Câmara Federal, o que também impede Ezequiel de assumir o governo, abrindo espaço para o desembargador Ibanez Monteiro assumir o governo do Estado para concluir o mandato de Fátima Bezerra.
    Uma coisa é certa, ainda segundo a fonte: Walter e Ezequiel são políticos competentes, estão conversando sobre possibilidades e alternativas para 2026 e seguramente não irão para aventura ou suicídio politico-eleitoral.

  • Candidatura de Cadu pode acabar aliança com o MDB

    O processo sucessório do Rio Grande do Norte no âmbito do governo petista poderá mudar significativamente com a possível candidatura do secretário Carlos Eduardo Xavier nas eleições do próximo ano.
    Considerado um técnico competente, Cadu, como é conhecido, deve aglutinar o sistema do governo em torno do seu nome, mas poderá também, causar efeitos danosos junto a partidos aliados como é o caso do MDB do vice-governador Walter Alves, postulante à reeleição quando Fátima renunciar ao cargo de governadora para se credenciar
    a disputar o mandato de senadora ou deputada federal.
    Walter Alves ainda não oficializou sua candidatura ao governo mas tem afirmado no particular que será candidato à reeleição. Dentro do sistema governista, leia-se PT, existe um segmento arredio à candidatura de Walter a governador, preferindo alguém do PT, portanto, deixando Walter em segundo plano.
    É sabido que historicamente os líderes petistas, tendo à frente Luiz Inácio, não dão vez a quem não é do partido.
    Entretanto, a Fátima Bezerra não interessa um rompimento político com o MDB agora, já que ela vai precisar dos votos para se eleger senadora ou deputada federal.
    Fatima é “cabreira”, “desarnou” na política e se mantém calada esperando o posicionamento do seu guru, Lula da Silva, sobre a sucessão no Rio Grande do Norte.
    É sabido que Lula, gosta do vice-governador Walter Alves, tem um bom relacionamento com ele e deve obrigar o PT local a assumir a candidatura do vice-governador à reeleição, mesmo contrariando seus ensinamentos de não dar vez a quem não é petista.

  • Aldo Clemente é escolhido presidente da Comissão de Justiça, a mais importante da Câmara Municipal de Natal

    Nesta quarta-feira (19), durante sessão parlamentar na Câmara Municipal de Natal, o vereador Aldo Clemente foi escolhido presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CCJ), a mais importante da Casa Legislativa.

    A CCJ é a comissão responsável por analisar a constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa de todos os projetos que tramitam no Legislativo municipal, sendo um pilar essencial para garantir que as propostas apresentadas estejam em conformidade com as leis e os interesses da população.

    “É uma honra assumir essa missão e presidir a Comissão de Justiça, que desempenha um papel fundamental na instrução das matérias. Vamos atuar em conjunto com os demais membros da Comissão, com compromisso, responsabilidade e imparcialidade, garantindo que os projetos sejam analisados com rigor técnico e respeito às leis”, destacou Aldo Clemente.

    A escolha de Aldo Clemente reforça seu protagonismo dentro do Parlamento e sua dedicação ao fortalecimento do processo legislativo municipal. Com sua experiência e compromisso, a CCJ seguirá desempenhando um papel estratégico na construção de leis justas e eficazes para Natal.

    Fonte: Blog do Heitor Gregório

    Foto: Mariana Barreto

  • Daqui a pouco, nem picanha nem ovo o brasileiro vai comer

    A situação econômica do Brasil chegou a um ponto preocupante, e a elevação dos preços dos alimentos tem impactado diretamente o poder de compra da população. Recentemente, o preço do ovo disparou no atacado, gerando inquietação entre os supermercados e consumidores. Com os custos das matérias-primas em alta, os ovos, antes considerados uma opção acessível de proteína, estão se tornando um artigo de luxo nas mesas brasileiras.

    Este aumento vertiginoso, impulsionado por fatores como a alta dos insumos e a inflação em escalas diversas, nos faz refletir sobre o futuro das refeições cotidianas. Se o preço do ovo já está nas alturas, o que dizer da picanha, um corte que sempre foi sinônimo de celebração e confraternização? Com o aumento dos custos, o brasileiro pode se ver obrigado a cortar de vez seus pratos favoritos, substituindo-os por opções mais baratas e menos nutritivas.

    A preocupação se estende não apenas à carne e aos ovos, mas a toda a cesta básica, que continua a escalar preços sem previsões de estabilização. As famílias que já enfrentam dificuldades financeiras podem se encontrar em um cenário onde a alimentação saudável e variada se torna um desafio diário. É preciso que medidas efetivas sejam tomadas para que o direito à alimentação digna permaneça acessível a todos, antes que cheguemos a um ponto em que nem mesmo os alimentos mais simples, como ovos e picanha, façam parte do dia a dia do brasileiro.

    Se não houver intervenção e controle sobre esse cenário preocupante, o futuro pode nos reservar refeições empobrecidas e uma crescente desigualdade alimentar. O momento exige atenção e ação, afinal, a segurança alimentar é um direito básico que deve ser garantido a todos.

    Por: Jaques Pinny