Autor: Joaquim Pinheiro

  • Chapas já estão sendo formuladas para 2026

    O mundo das especulações políticas está começando com força total no Rio Grande do Norte. Em razão disso, entendimentos preliminares estão sendo feitos para formação de chapas visando a disputa para o Governo do Estado e para o Senado, principalmente. Segundo especialistas, em 2026 deverá acontecer um pleito difícil e radical como tem sido nos últimos anos, polarizado entre “bolsonaristas” e “lulistas”. Portanto, já se fala nos meios políticos em três possíveis composições envolvendo as principais lideranças do Estado para governador e senador. Uma chapa seria Walter Alves, do MDB, para governador, tendo Fátima Bezerra (PT) e Ezequiel Ferreira (PSDB), candidatos ao Senado da República. Outra alternativa cogitada seria Rogério Marinho (PL) para governador e Stivenson Valentim (PODEMOS) e Álvaro Dias (REPUBLICANOS) postulantes ao Senado. A terceira chapa cogitada seria formada por Alisson Bezerra (União Brasil, prefeito de Mossoró), tendo Zenaide Maia (PSD) e outro nome ainda a ser indicado, para o Senado. Todos esses nomes (exceto Alisson), são políticos conhecidos do eleitorado com serviços prestados ao Estado, portanto em condições de disputar o governo do Rio Grande do Norte dependendo das alianças políticas que forem efetivadas e das propostas apresentadas no decorrer da campanha eleitoral. Especula-se ainda, que devido aos baixos índices de aprovação do seu governo, a governadora Fátima Bezerra poderá ficar no cargo até final do seu mandato ou disputar uma vaga na Câmara Federal. Nesse último caso o vice Walter Alves seria efetivado no cargo de governador. Walter tem uma boa base partidária, entretanto seu futuro político é incerto e não sabido. Fala-se até que Walter poderá ir para o Tribunal de Contas do Estado para possíveis acomodações políticas. O certo é que o futuro político de Walter Alves está literalmente nas decisões da governadora Fátima Bezerra.

  • Projeto político ameaçado

    A governadora Fátima Bezerra, do PT, anunciou no início do seu governo que o pagamento em dia do funcionalismo seria uma prioridade absoluta, mas tudo indica que essa “promessa” (o que se cumpre é compromisso) não será cumprida. Caso o não pagamento do Décimo Terceiro não seja confirmado será uma grande ameaça ao projeto político da governadora de se eleger senadora ou deputada federal em 2026. A primeira “promessa” não cumprida foi a vinda de recursos federais que Fátima prometeu no início do mandato para se eleger e eleger o seu guru presidente da República. O dinheiro federal não veio até agora, caracterizando, assim, um calote eleitoral no povo do Rio Grande do Norte. Fala-se nos meios políticos que a continuar os altos índices de desaprovação do seu governo, a governadora Fátima Bezerra permanecerá no cargo esperando ser ministra, caso Luiz da Silva seja reeleito presidente, o que tudo indica, será uma tarefa difícil, já que se instalou um verdadeiro desgoverno no País. Costumo dizer que Fátima “desarnou” na política, mas tudo tem limite, principalmente quando se trata de dinheiro. O gestor público que atrasa salário fica marcado para o resto da sua vida pública, pois nada é mais justo do que receber em dia o mês trabalhado.

  • Contra fatos não existem argumentos

    A sabedoria política ensina que não se deve subestimar adversários e que a vitória de qualquer candidatura só deve ser comemorada depois de abertas as urnas. Existem vários casos de candidatos considerados eleitos que perderam as eleições e outros tidos como derrotados que se elegeram. A governadora Fátima Bezerra, do PT, está sendo considerada antecipadamente derrotada, e não é por aí: Paulinho Freire, do União Brasil, também era e todos sabem o que aconteceu. É o futuro prefeito de Natal. Outro exemplo flagrante é a derrota de Carlos Eduardo, do PSD, que iniciou na frente das pesquisas e não foi nem para o segundo turno. Partidários do ex-prefeito já estavam recrutando nomes para o secretariado dele. Natália Bonavides, do PT, ocupava o terceiro lugar e foi a segunda colocada depois de Paulinho Freire. Outra coisa: as campanhas eleitorais precisam ser profissionalizadas, pois não existe mais espaço para amadores. Significa dizer que o candidato deve ter uma boa equipe de trabalho, poderio econômico para fazer face a campanha e um marketing eficiente, além de empatia com o eleitorado. Alguns candidatos não tem todos esses atributos e vencem eleições, mas são exceção da regra. Voltando à governadora Fátima Bezerra: é prudente e aconselhável que os seus adversários não a subestimem, pois trata-se de uma política hábil e competente no quesito eleição. Por mais que se tenha restrições ao seu governo é preciso reconhecer que ela “desarnou”. Aí está o seu currículo e vida pública de sucesso. Ela se elegeu deputada estadual, deputada federal, senadora e governadora do Estado. É a tal história: contra fatos não existem argumentos.

  • Ezequiel: Prestígio Político e Boa Articulação

    O deputado Ezequiel Ferreira de Souza, do PSDB, deu uma demonstração de prestígio político e de bom articulador ao se eleger presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2025/2026. Ele obteve a unanimidade dos deputados votantes com 20 votos dos 24 com representação na Casa Legislativa. Quatro deputados não compareceram à votação por razões de ordem pessoal. O deputado Luiz Eduardo destacou o trabalho realizado por Ezequiel, notadamente na modernização da Assembleia Legislativa, além da aprovação de projetos sociais beneficiando a população que mais precisa da ajuda do Poder Público. O deputado Ezequiel Ferreira tem sido um bom presidente e articulador nato, competente e presente na casa, conduzindo os trabalhos com isenção. O nome de Ezequiel tem sido citado nos meios políticos para disputar um cargo majoritário, senador ou até governador, mas ele tem sido cauteloso preferindo silenciar sobre o assunto no momento. Líder do PSDB no Estado, Ezequiel tem feito um trabalho de fortalecimento da legenda através da filiação de vários deputados e vereadores, permitindo assim o reconhecimento de outras lideranças, inclusive, nacionais. Na última eleição, o PSDB elegeu vários prefeitos e certamente terá uma forte influência na próxima eleição.

  • Setores do PT querem Natália candidata a governadora

    Conversações políticas começam a acontecer com vistas ao pleito de 2026 no Rio Grande do Norte após a vitória do deputado Paulinho Freire, do União Brasil, para prefeito da capital. Alguns postulantes já se mostram presentes nos bastidores e articulam para viabilização das suas possíveis candidaturas para o governo do Estado. Podemos citar como exemplos os três senadores, Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PODEMOS), e Zenaide Mais (PSD). Cita-se também como postulantes ao cargo o prefeito de Natal Álvaro Dias (REPUBLICANOS), e o prefeito de Mossoró, Alisson Bezerra, do União Brasil. Outro nome que merece destaque é o da deputada petista, Natália Bonavides, que recentemente perdeu a eleição para Paulinho Freire, mas saiu fortalecida dentro do seu partido. Existem conversas preliminares de uma possível candidatura de Natália para o Governo do Estado ou o Senado da República. Natália, inclusive, é considerada uma ameaça à liderança de Fátima Bezerra. Outra alternativa para Natália Bonavides seria uma candidatura à reeleição com chances reais de vitória. Segundo observadores, existe a hipótese da governadora Fátima Bezerra não se licenciar do cargo e passar a apoiar Natália para governadora na expectativa de uma reeleição de Luiz da Silva ser reeleito e ela, Fátima, ser ministra. Ainda sobre Rogério e Styvenso, sabe-se existir um acordo: seria feita uma pesquisa e quem estivesse melhor colocado seria o candidato a governador com apoio do perdedor. A consciência oposicionista é de que a oposição precisa se unir para vencer a eleição e assumir o comando do governo a partir de 2026.