Autor: Joaquim Pinheiro

  • PGJ tenta reduzir presença de servidores efetivos e ampliar precarização no MPRN

    PGJ tenta reduzir presença de servidores efetivos e ampliar precarização no MPRN

    O Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Rio Grande do Norte (SindsempRN) alertou a sociedade potiguar sobre uma grave tentativa de precarização da estrutura funcional do Ministério Público Estadual. A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 23/2025, que propõe reduzir de 30% para 20% o percentual mínimo de cargos comissionados que devem ser ocupados por servidores efetivos.

    A medida, segundo o sindicato, representa um retrocesso e vai na contramão daquilo que o próprio Ministério Público costuma defender ao fiscalizar os demais poderes. Na prática, a alteração enfraquece o corpo técnico da instituição e antecipa, internamente, os efeitos da Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional, a qual busca flexibilizar vínculos, reduzir concursos e ampliar contratações precárias.

    O presidente do SindsempRN, Aldo Clemente, destacou que o sindicato é frontalmente contrário à proposta. Segundo ele, o artigo 1º do projeto “ataca a espinha dorsal do serviço público e representa um grave risco à estrutura técnica do Ministério Público. O MPRN cobra concursos e moralidade de outras instituições, mas, dentro de casa, quer reduzir o número de servidores efetivos. Isso é uma grande incoerência institucional.”

    Atualmente, o projeto tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa, sob relatoria da deputada Isolda Dantas (PT). O SindsempRN acredita que a parlamentar, conhecida pela defesa dos trabalhadores e do serviço público, avaliará com responsabilidade o conteúdo e não permitirá o avanço de um dispositivo considerado inconstitucional e prejudicial aos servidores.

    Dados recentes do Portal da Transparência reforçam a preocupação. O MPRN está entre os cinco Ministérios Públicos estaduais com maior proporção de cargos comissionados em relação aos efetivos: são 543 comissionados para 439 servidores de carreira, além de 338 terceirizados e 431 estagiários residentes. Esses números evidenciam uma tendência institucional de substituição de servidores concursados por vínculos temporários e frágeis, o que, na visão do sindicato, compromete a eficiência e a credibilidade do órgão.

    O SindsempRN ressalta que não é contrário à existência de cargos comissionados, mas condena o excesso e a ocupação de funções técnicas por pessoas sem vínculo efetivo. Outro ponto criticado é a estratégia da PGJ de inserir a proposta de redução dentro de um projeto que trata da recomposição inflacionária dos servidores, prática conhecida como “jabuti”, usada para tentar aprovar medidas impopulares sob o disfarce de pautas legítimas.

    “Não somos contra a recomposição das perdas, mas não aceitaremos que ela venha acompanhada de retrocessos”, afirmou Aldo Clemente. “Nosso compromisso é com o futuro da instituição e com a sociedade potiguar.”

    O sindicato informou que continuará atuando de forma técnica e política para impedir a aprovação do dispositivo e garantir que o Ministério Público do Rio Grande do Norte permaneça forte, independente e comprometido com o interesse público.

    Fonte: SindsempRN

  • Álvaro crítica posição do prefeito Alysson

    Álvaro crítica posição do prefeito Alysson

    A oposição ao governo Fátima Bezerra, do PT, está encontrando dificuldade para uma união em 2026 em razão da dissidência do prefeito Alysson Bezerra, de Mossoró, que insiste em ser candidato a governador do Estado pelo União Brasil. Ultimamente, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, do Republicanos, tem feito gestões junto à oposicionistas mostrando a necessidade de união do grupo.
    Álvaro
    entende que a união é fundamental para o sucesso nas urnas nas eleições do próximo ano.
    Ele próprio já admite retirar sua postulação ao governo do Estado para disputar uma vaga de senador ao lado de Styvenson Valentim, do PSDB e Rogério Marinho, do PL.
    Questionado num programa de TV sobre sucessão estadual, Álvaro Dias lembrou, referindo-se a Alysson, que esse não é o momento para o prefeito de Mossoró disputar o governo do Estado pensando formar uma terceira força política no Estado. Ele lembra que isso foi tentado por outros políticos mas não deu certo.
    Referindo-se à posição do prefeito de Natal, Paulinho Freire, ele diz acreditar que Paulinho caminhará unido com o candidato a governador, Rogério Marinho, do PL, que será o candidato do “bolsonarismo” no Rio Grande do Norte.

  • Governo e oposição divergem sobre PEC da Segurança Pública

    Governo e oposição divergem sobre PEC da Segurança Pública

    Durante reunião da comissão especial nesta segunda-feira (3), deputados da base do governo e da oposição se dividiram quanto à PEC 18/2025, que amplia a atuação federal na segurança pública.

    O relator Mendonça Filho (União-PE) afirmou apoiar a integração das forças de segurança, mas criticou o que considera uma tentativa de centralizar o comando em Brasília. Segundo ele, “vivemos numa federação, e o federalismo é cláusula pétrea da Constituição”. O deputado destacou ainda que os estados financiam cerca de 80% da segurança pública, enquanto o governo federal contribui com apenas 12%.

    Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu que a PEC busca apenas reforçar a cooperação entre os órgãos. Ele citou que operações conjuntas apreenderam R$ 6,9 bilhões em recursos do crime organizado em 2023, contra R$ 700 milhões no ano anterior.

    A recente operação policial no Rio de Janeiro, com 121 mortos (incluindo quatro policiais), também gerou controvérsia. O presidente da comissão, Aluisio Mendes (Republicanos-MA), lembrou que 58% da população aprovou a ação, enquanto o deputado Alencar Santana (PT-SP) afirmou que muitos moradores relataram sentir-se mais inseguros após o episódio.

    A proposta, enviada pelo governo em abril, prevê que a União coordene o sistema nacional de segurança pública, o que, segundo críticos, pode comprometer a autonomia dos estados.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias