Reunião das Câmaras Temáticas discute impacto positivo do Mercado da Redinha e ações integradas

A Prefeitura do Natal realizou, na manhã desta quinta-feira (15), mais uma reunião das Câmaras Temáticas do Conselho de Governança do Município. O encontro aconteceu no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão e foi coordenado pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (Sepae). A pauta incluiu a avaliação dos impactos positivos da reabertura do Mercado da Redinha, além da discussão de estratégias integradas nas áreas de segurança pública, fomento ao turismo e estímulo ao empreendedorismo local.

Durante a reunião, gestores e representantes de diversas secretarias municipais apresentaram o andamento das ações conjuntas desenvolvidas no entorno do equipamento público, que vêm contribuindo para o fortalecimento da economia local e para a ocupação organizada do espaço.

O secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação, Arthur Dutra, avaliou de forma positiva os resultados já observados após a reabertura do mercado. “Temos acompanhado um aumento significativo no fluxo de moradores e turistas que voltaram a frequentar a região, especialmente no período noturno. Esse movimento indica que o Mercado da Redinha retomou seu papel como espaço de convivência, lazer e geração de renda”, afirmou.

No encontro, também foram apresentados avanços nas medidas de segurança adotadas em função do crescimento da circulação de pessoas, com atenção especial às áreas de banho de mar. Além disso, foram debatidas ações estratégicas voltadas à prestação de serviços, à manutenção e às melhorias na infraestrutura, com foco na qualidade do atendimento, no conforto do público e na valorização do espaço urbano.

Arthur Dutra destacou ainda que a atuação integrada das secretarias, em parceria com a Fecomércio RN, segue diretriz estabelecida pelo prefeito Paulinho Freire. “O trabalho conjunto atende à orientação de valorizar os comerciantes locais, estimular o turismo e fortalecer a economia da região. O Mercado da Redinha é um equipamento estratégico para a cidade, e as ações em curso buscam garantir seu funcionamento com segurança, organização e atratividade para a população e os visitantes”, concluiu.

Nova lei eleva Projeto ‘Seis e Meia’ a Patrimônio Cultural

O Poder Executivo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.634, de autoria do deputado Hermano Morais , que reconhece o Projeto Seis e Meia como Patrimônio Cultural, Artístico e Imaterial do Estado. Criado em 1995 por William Collier, o projeto nasceu com a missão de valorizar artistas potiguares, promover encontros entre nomes consagrados e novos talentos e democratizar o acesso à cultura, com ingressos a preços simbólicos.

Com estreia no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, o “Seis e Meia” rapidamente ganhou projeção nacional, expandindo-se para cidades como Mossoró, João Pessoa e Fortaleza. Ao longo de sua trajetória, com apoio da Fundação José Augusto, o projeto realizou mais de 2.200 shows, reuniu cerca de 800 músicos e revelou gerações de artistas, consolidando-se como um marco da música potiguar.

Para Hermano Morais, o reconhecimento é um ato de justiça histórica. Segundo o parlamentar, o “Seis e Meia” representou um divisor de águas ao adotar um modelo democrático e acessível, fortalecer a economia criativa local e reafirmar a identidade cultural do Rio Grande do Norte, transformando-se em um patrimônio cultural vivo e perene do povo norte-rio-grandense.

Defesa Civil realiza vistoria preventiva no Mercado da Redinha nesta segunda (12)

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), por meio da Defesa Civil do município, realizou na manhã desta segunda-feira (12) uma vistoria preventiva no Mercado da Redinha, especialmente no acesso utilizado pelo público à faixa de areia e ao mar.

A ação levou em consideração a recente abertura do mercado e o consequente aumento da circulação de pessoas, sobretudo nos períodos vespertino e noturno. Durante a vistoria, a equipe técnica avaliou áreas onde há presença de pedras, identificadas como pontos de atenção por representarem riscos à integridade física e à vida, principalmente em situações de escorregões, quedas ou alterações nas condições da maré.

De acordo com a secretária titular da Semdes, Samara Trigueiro, a iniciativa tem caráter preventivo e visa ampliar a segurança da população. “A vistoria foi realizada porque identificamos que as pessoas estão transitando por áreas com pedras, o que pode oferecer riscos à integridade física e até à vida, especialmente em caso de escorregões, quedas ou mudanças na maré. Nosso objetivo é antecipar situações de risco e garantir mais segurança para todos que frequentam o local”, afirmou.

Na ocasião, a equipe da Defesa Civil realizou a avaliação técnica dos riscos existentes, sugerindo, quando necessário, interdições, sinalização, orientações preventivas e outras providências técnicas adequadas à preservação da segurança dos frequentadores.

A Semdes reforça que ações preventivas como essa fazem parte do trabalho contínuo da Defesa Civil, voltado à redução de riscos, à proteção da população e ao fortalecimento da segurança em áreas de grande circulação no município.

Visita Sentimental

Fiz uma visita sentimental acompanhado da minha irmã, Áurea Tavares. Estivemos na residência do primo Genival Tavares aqui em Natal. Ele se encontra enfermo mas lúcido e conversador como nos tempos de adolescente no sítio Canoas, município de Santa Cruz, onde nascemos e vivemos durante muito tempo andando de carro de boi e participando das novenas nas casas de tio João e tia Zefinha. Ela era uma figura interessante que nos botava no colo e agradava a criançada com biscoito e sequilho. Canoas era um reduto da família Tavares para onde íamos nos tempos de férias e das mudanças que meus pais – Sebastião e Ana – faziam do distrito “Cento e Três” para Canoas no lombo de burro dentro de casuá. O destino era a Casa Grande do meu avô Chico Tavares e madrinha Simha, especialista na fabricação de soda preta. Minha mãe Ana era uma excelente tiradora de leite de vaca e irmã mais velha que cuidava dos mais novos – João, Geraldina, Maria e Có, os dois últimos deficientes visuais.
Nos tempos de festas juninas a casa ficava cheia de gente nos finais de semana para degustar pamonha, canjica e soda com café feitos por minha mãe, por Ridete e madrinha Sinhá. Um dos principais frequentadores de Canoas era João Tavares com as filhas, Neide, Nadir, Nilza e Nilda. De dia as crianças passeavam de carro de mão e à noite íamos para a casa das tias, Maria e Maria José. A bodega de tio Cazuza era parada obrigatória durante o dia para comprar brote, sequilho e pão.
Lembro o estalar das alpargatas de rabicho de tio Marinheiro, um velhão alto, magro e carrancudo, pai de Genival , Joaquim, Maria, Nativa, Zé, Otacílio, Nazareno e os mudos, Cotia e Cazuza.
Antonio de Mariana e Ridete foram pessoas importantes na vida dos Tavares. Antonio era o “carreiro” e Ridete, responsável pela arrumação da casa. Nessa época as chuvas eram abundantes e a mesa farta. Nos sábados os Tavares reuniam-se para ir à feira de Santa Cruz onde tinha uma casa para os Tavares se reunirem. No local funcionava o “enchimento” do patriarca e líder da família, Chico Tavares para venda de cachaça.
Eu, menino, vinha para a feira no misto de Zé de Beija, um motorista ainda garoto que me deixava impressionado pela ousadia.
Perto de Canoas tem o Sítio Salgado onde nasceu meu pai, Sebastião Pinheiro que “sentou praça” na Polícia Militar e nos criou com zelo, dedicação e dignidade. No Salgado morava Irineu Pinheiro, pai do desembargador Vivaldo Pinheiro, Jurandi, Gentil e Geni.
No Salgado moravam também tio Miguel Tavares e tia Elvira, irmã do meu pai. Minhas incursões pelas serras da Borborema também me levaram a Monte das Gameleiras onde residia meu tio Luiz Pinheiro e agora moram os primos, Kerginaldo (ex-prefeito), Evaldo, Luizinho, Ronaldo, Edinha (ex-prefeita), Rosarinha, Tânia, Nenen, Verinha, Nau, Babá e Gutemberg.

Ninguém esquece o lugar onde nasceu e Canoas permanece presente no meu pensamento e na minha memória.

Comissão decide arquivar processo de cassação contra Brisa Bracchi na Câmara de Natal

A Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Natal decidiu arquivar o processo de denúncia e pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). A parlamentar foi denunciada por destinação indevida de emenda parlamentar para evento de caráter político-partidário no ano passado. Em reunião virtual nesta quarta-feira (7), o relator Daniell Randall (Republicanos) proferiu seu voto rejeitando o pedido de arquivamento apresentado pela defesa prévia da acusada. No entanto, a presidente da comissão, vereadora Samanda Alves (PT), apresentou voto divergente que foi seguido pelo vereador Tárcio de Eudiane (União).

Rendall explicou que a defesa alegou nulidade do recebimento por suposta irregularidade na convocação, investidura do suplente, do denunciante e por composição irregular do plenário, inclusive tese de presença simultânea de titular e suplente e falta de publicidade. “O relatório entende que a nulidade não se sustenta. O processo reúne nesta fase as condições necessárias para avançar a etapa instrutória. O acervo já existente, ainda que inicial, não se limita a formulações abstratas. Há controvérsias verificáveis relacionadas à vinculação de recursos oriundos de emendas, incluindo referências documentais associadas ao evento rolé vermelho”, declarou.

A vereadora Samanda Alves apresentou voto divergente ao relatório preliminar, defendendo a nulidade absoluta da denúncia e o arquivamento do processo de cassação, com base em vícios procedimentais insanáveis, duplicidade de instâncias e ausência de plausibilidade jurídica das imputações. “É inequívoca a ocorrência de preclusão do direito do denunciante de emendar a denúncia inicial. Voto pelo arquivamento do presente feito, com o encaminhamento do caso e procedimento da apuração exclusivamente no âmbito da comissão de ética”, disse ela.

O vereador Tárcio de Eudiane manifestou-se favoravelmente ao arquivamento do processo contra a vereadora Brisa Bracchi, afirmando que, desde o início, enxerga a denúncia como motivada por disputas partidárias e por uma tentativa de projeção política do denunciante, e não por fundamentos jurídicos consistentes. Além disso, relembrou que o fiscal da Fundação Capitania das Artes (Funcarte) foi ouvido no processo anterior e alegou não ter verificado caráter político partidário no evento em questão. “Se o funcionário que fiscaliza o evento público da prefeitura disse no processo que não teve ato político e também o pagamento da emenda foi cancelado, ou seja, o dinheiro público não foi usado, por que a vereadora Brisa está passando por esse processo todo? Eu voto pelo arquivamento”, defendeu.

Com a maioria optando pelo arquivamento, a comissão encaminha agora a decisão para a Mesa Diretora da Câmara.