Categoria: Geral

  • Mensagem anual do Executivo marca início dos trabalhos na Câmara de Natal

    Mensagem anual do Executivo marca início dos trabalhos na Câmara de Natal

    A Câmara Municipal de Natal abriu oficialmente, nesta segunda-feira (23), os trabalhos legislativos de 2026 com a leitura da mensagem anual do prefeito Paulinho Freire (União). Em discurso no plenário, o chefe do Executivo fez um balanço do primeiro ano da gestão, destacou ações de organização administrativa e projetou um ciclo de investimentos em áreas estratégicas da cidade, como saúde, educação, mobilidade urbana e infraestrutura.

    Paulinho Freire ressaltou a relação institucional com o Legislativo e afirmou que o diálogo com a Câmara tem sido fundamental para a condução das políticas públicas. O presidente da Câmara, Eriko Jácome (PP), avaliou de forma positiva a mensagem do Executivo e reforçou o clima de harmonia entre os poderes. “O prefeito iniciou a mensagem destacando o diálogo e a harmonia com a Câmara, uma parceria que tem dado certo e contribuído para decisões importantes e para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.

    O prefeito destacou que 2025 foi um ano marcado por planejamento e ajustes internos. “Foi um período de organização, planejamento e ações, para que agora possamos transformar planejamento em resultados”, afirmou, reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal, a transparência e a eficiência administrativa.

    Entre os pontos destacados, o prefeito citou a economia mensal de cerca de R$ 390 mil na folha de pagamento do funcionalismo, mesmo com a concessão de direitos aos servidores, além de medidas de modernização da gestão, como a implantação de um almoxarifado virtual e sistemas inteligentes de manutenção, com previsão de redução de custos operacionais, inclusive com energia e transporte.

    Na área de infraestrutura, Paulinho Freire mencionou a continuidade de obras de drenagem em diferentes regiões da cidade, ações voltadas à revitalização do Centro Histórico e melhorias na engorda da praia de Ponta Negra. O prefeito lembrou ainda das medidas adotadas após os alagamentos no loteamento Jardim Primavera, na Zona Norte, destacando tanto o atendimento às famílias quanto a execução de projetos estruturantes para evitar novos episódios.

    O discurso também abordou investimentos em educação, com valorização dos profissionais do magistério, construção e reforma de escolas e CMEIs, além da ampliação do ensino em tempo integral. Na saúde, o prefeito anunciou a ampliação da rede de serviços, a construção de novas Unidades Básicas de Saúde e de uma nova UPA na Zona Norte, além da entrada em funcionamento da primeira etapa do Hospital Municipal. Sobre mobilidade urbana, destacou obras viárias em andamento e informou que a licitação do transporte público está em fase final de preparação do edital.

    Repercussão

    Líder da bancada governista, Aldo Clemente (PSDB) avaliou que a mensagem do chefe do Executivo municipal trouxe uma prestação de contas consistente do primeiro ano de gestão e sinalizou um novo momento para o município. Na sua visão, o período inicial foi dedicado à organização da máquina pública, preparando a cidade para um ciclo de investimentos. “Natal se organizou para que este seja um ano de muitas obras e ações em todas as áreas, cuidando das pessoas e melhorando os serviços”, resumiu.

    Já a vereadora Thábatta Pimenta (PSol), membro da oposição, disse que acompanhou a mensagem com atenção e afirmou que o discurso servirá como base para a atuação fiscalizadora ao longo do ano. Ela reconheceu pontos positivos, mas destacou que o papel da oposição será cobrar o cumprimento das promessas. “Esperamos que o que foi apresentado avance. Estaremos aqui para cobrar durante todo o ano, com críticas construtivas”, declarou.
    Foto: Francisco de Assis

  • Por que o mundo decidiu “desligar” os jovens das telas?

    Por que o mundo decidiu “desligar” os jovens das telas?

    O ano de 2026 marca um divisor de águas na relação entre infância, adolescência e tecnologia. O que antes era tratado como exagero de pais e educadores ganhou contornos jurídicos, científicos e políticos. O julgamento da Meta Platforms, em Los Angeles, trouxe à tona a discussão sobre estratégias direcionadas ao público abaixo de 13 anos, com foco na fidelização precoce para garantir lucros futuros. A partir desse cenário, o design algorítmico passou a ser debatido não apenas como ferramenta de mercado, mas como possível risco de saúde pública.

    No Brasil, a Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas, completou um ano com reflexos claros na rotina das instituições. Dados da rede Marista apontam que o uso de pátios e quadras cresceu 68% após a restrição, enquanto a frequência às bibliotecas subiu 40% nos intervalos. Além disso, 72% dos estudantes relatam que passaram a conversar mais com os colegas. O impacto pedagógico encontra respaldo no Programme for International Student Assessment (PISA), que associa o uso do celular ao baixo rendimento escolar. Segundo o relatório, 80% dos alunos admitem que notificações prejudicam a concentração, transformando a distração digital em uma das maiores barreiras ao aprendizado efetivo.

    A mudança já alcança o ensino superior. Instituições como o Insper e a ESPM, além de universidades internacionais, passaram a restringir o uso de celulares em sala para recuperar a profundidade das discussões acadêmicas e reduzir a fragmentação da atenção.

    No campo da saúde, o alerta também é contundente. Um estudo com 130 crianças paulistas, entre 6 e 11 anos, indicou que a inflamação associada à obesidade infantil já provoca danos vasculares precoces. O sedentarismo ligado ao excesso de telas estaria acelerando o envelhecimento das artérias. A Sociedade Brasileira de Pediatria reforça que o uso excessivo de dispositivos digitais está relacionado a distúrbios do sono, ansiedade, déficit de atenção e redução da atividade física.

    No Congresso Nacional, o debate avançou com o PL 309/2026, conhecido como “ECA Digital”, que propõe restringir redes sociais para menores de 16 anos e vincular contas a responsáveis legais. A proposta surge diante de um cenário em que 86% dos jovens já possuem perfis ativos. Internacionalmente, a Australia lidera o movimento após desativar milhões de contas de adolescentes em dezembro de 2025, tornando-se referência para outras nações. A França também acelera iniciativas restritivas, pressionada pelo dado de que 93% dos alunos do ensino fundamental utilizam redes sociais.

    Atualmente, as big techs enfrentam mais de 1.600 processos judiciais ao redor do mundo, com acusações de design predatório e uso de mecanismos como o scroll infinito, comparado por críticos a uma máquina caça-níquel de dopamina. O que está em debate não é apenas o tempo de tela, mas a arquitetura da atenção de uma geração inteira. O mundo parece caminhar para um consenso: não se trata de rejeitar a tecnologia, mas de estabelecer limites claros para proteger a infância e preservar a capacidade de concentração, convivência e aprendizado. Se 2026 consolidar essa virada, talvez o maior avanço da década seja aprender a usar a tecnologia com mais responsabilidade e menos dependência.

    Foto: Jill Connelly | Getty Images

    Fonte: The News

  • Paraná dá exemplo com condomínios para idosos e reforça importância de políticas públicas voltadas à terceira idade

    Paraná dá exemplo com condomínios para idosos e reforça importância de políticas públicas voltadas à terceira idade

    O Governo do Paraná vem dando um exemplo importante de política pública ao investir na construção de condomínios residenciais voltados exclusivamente para idosos, com aluguel social no valor de R$ 243,15. A iniciativa vai muito além da entrega de moradias: representa respeito, planejamento e valorização de quem já contribuiu tanto para o desenvolvimento do estado. São espaços organizados, adaptados às necessidades da terceira idade, com estrutura pensada para garantir acessibilidade, segurança e convivência comunitária, promovendo mais autonomia e qualidade de vida.

    Em vez de adotar medidas paliativas, o Paraná aposta em uma solução estruturante, que oferece moradia digna e permanente a idosos de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade. Esse tipo de investimento reduz impactos sociais futuros, contribui para a saúde pública e fortalece a rede de proteção social. É uma política que demonstra visão administrativa e compromisso com o envelhecimento da população, que é uma realidade cada vez mais presente no Brasil.

    A experiência deveria servir de inspiração para o Governo do Rio Grande do Norte. O RN também enfrenta desafios sociais significativos e precisa começar a planejar com mais atenção políticas específicas para a terceira idade. Implantar condomínios sociais para idosos seria uma medida estratégica, humana e inteligente, capaz de garantir dignidade, segurança e tranquilidade tanto para os beneficiados quanto para suas famílias.

    Que o exemplo do Paraná seja observado com atenção e que o Rio Grande do Norte possa avançar nessa pauta, colocando o cuidado com a terceira idade como prioridade real na agenda pública.

  • RN mergulha em desequilíbrio fiscal e deixa herança preocupante

    RN mergulha em desequilíbrio fiscal e deixa herança preocupante

    Os números do Tesouro Nacional são claros e preocupantes: o Rio Grande do Norte acumula cerca de R$ 3 bilhões de déficit, enquanto 56,41% da receita corrente está comprometida com despesas de pessoal. O cenário escancara a fragilidade das contas públicas e expõe falhas graves de gestão.

    Não se trata apenas de dificuldade momentânea, mas de falta de planejamento e controle. Quando mais da metade da arrecadação é consumida pela folha, o Estado perde capacidade de investir, de modernizar a estrutura e de responder às demandas da população. Obras atrasam, serviços ficam comprometidos e a máquina pública se torna pesada e ineficiente.

    O risco vai além do presente. O próximo governador poderá assumir um Estado engessado, sujeito a sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal, com restrições para contratar empréstimos, receber transferências voluntárias e até conceder reajustes. Ou seja, um cenário que limita qualquer projeto de desenvolvimento.

    Equilíbrio fiscal não é discurso, é obrigação. O que se vê hoje é um Estado no vermelho, com pouca margem de reação e um futuro incerto se medidas firmes não forem adotadas imediatamente.

  • Com atuação integrada, Semsur registra balanço positivo dos sete dias de Carnaval em Natal

    Com atuação integrada, Semsur registra balanço positivo dos sete dias de Carnaval em Natal

    A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) atuou durante os sete dias do Carnaval de Natal. Com equipes trabalhando em todos os polos da festa, os servidores do órgão atuaram na fiscalização do comércio informal, na execução de reparos na rede de iluminação pública e na instalação de iluminação provisória, bem como na realização de podas preventivas e limpeza das praças e canteiros onde ocorreram os festejos. Todo o efetivo desses departamentos foi mobilizado na operação carnavalesca.

    A Semsur ficou responsável pelo controle, ordenamento e fiscalização dos comerciantes informais no polo Nélio Dias e no Baile de Máscaras, evento que marcou a abertura do Carnaval. Nesses locais, de acordo com o setor de fiscalização, foi registrada a presença de 235 ambulantes. Na Avenida da Alegria, o trabalho da secretaria concentrou-se no controle da entrada de bebidas em recipientes de vidro. Já em Ponta Negra, as equipes de fiscalização atuaram nas avenidas Francisco Gurgel e Engenheiro Roberto Freire (via de acesso à Rua Skal), evitando a presença de comerciantes informais nessas áreas. Ao todo, foram 30 servidores, entre auxiliares de campo e fiscais, trabalhando nos dias de Carnaval.

    As ações de iluminação pública também tiveram resultado positivo. Durante o Carnaval, a Semsur restabeleceu a iluminação cênica da Ponte Newton Navarro, após o furto de materiais do equipamento. As equipes do departamento também instalaram iluminação provisória em todos os polos e executaram reparos pontuais onde houve necessidade. A secretaria atuou ainda na zeladoria e na realização de podas preventivas.

    O secretário Felipe Alves avaliou de forma positiva a atuação durante o período. “O balanço do trabalho realizado ao longo do Carnaval foi muito positivo. Nossas equipes estiveram presentes em todos os polos, garantindo fiscalização, iluminação, zeladoria e organização dos espaços públicos. Quero agradecer e reconhecer o empenho de cada servidor e servidora da Semsur, que foram fundamentais para o sucesso da festa e para que a população pudesse aproveitar com segurança e tranquilidade”, disse.