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  • Audiência pública debate acolhimento institucional de crianças e adolescentes em Natal

    Audiência pública debate acolhimento institucional de crianças e adolescentes em Natal

    Nesta quinta-feira (27), a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Natal realizou uma audiência pública para debater o seguinte tema: “Acolhimento institucional de crianças e adolescentes em Natal: desafios para a proteção integral”.

    A rede de acolhimento para crianças e adolescentes em Natal inclui o Centro Abraçar, que oferece atendimento multidisciplinar para casos de violência, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com unidades de acolhimento institucional e o programa Consultório na Rua para pessoas em situação de vulnerabilidade, e organizações como o Projeto Acalanto Natal e a Aldeias Infantis SOS Brasil, que atuam em apoio, fortalecimento familiar e adoção.

    O vereador Daniel Valença (PT), afirmou que a audiência é importante, porque reúne Poder Executivo, Poder Legislativo, Ministério Público, vários trabalhadores, trabalhadoras e gestores que atuam na ponta para um momento de troca de experiência. “Destacamos que é fundamental que a gente tenha concurso público para que tenhamos mais pessoas qualificadas, preparadas, com independência para executar e melhorar as políticas públicas da assistência social”, defendeu ele, que propôs o tema para a audiência.

    Em seguida, o presidente da Frente Parlamentar, vereador Pedro Henrique (PP), disse que o encontro surgiu das visitas que os parlamentares realizam nas unidades de acolhimento da cidade. “Também participam desse grupo temático os vereadores Daniell Rendall, Daniel Santiago, Daniel Valência, Tony Henrique e João Batista Torres. Todos sugerem assuntos, opinam, dão sugestões, presidem reuniões. Ou seja, trabalhamos de forma democrática, sempre pensando em melhorias para as crianças e os adolescentes natalenses. Dito isso, precisamos ampliar os serviços, de mais profissionais e novos espaços para atender cada dia melhor a infância e a adolescência”.

    A secretária adjunta da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS), Auricea Xavier, lembrou que as políticas para o público infantojuvenil são intersetoriais e, por este motivo, precisam ser discutidas de forma coletiva. “Envolve os sistemas de justiça, de garantias de direitos, saúde e educação. Então, somos peças diferentes da mesma engrenagem. E para garantir que a estrutura de acolhimento funcione perfeitamente, precisamos que todas as partes estejam envolvidas e comprometidas”, pontuou.

    Representando o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o promotor Marcos Aurélio frisou que a comunicação e colaboração entre órgãos e instituições são cruciais para o sucesso das políticas públicas, especialmente no acolhimento institucional. “Nenhuma instituição consegue suprir todas as demandas sozinha, sendo fundamental a união de esforços, o estabelecimento de fluxos e a construção de soluções integradas. Aproveito para ressaltar a grande contribuição que a Câmara Municipal oferece quando evidencia este debate para o conjunto da população”.

  • Walter vive momentos defíceis de indefinições

    Walter vive momentos defíceis de indefinições

    O vice-governador Walter Alves, líder do MDB no Estado, certamente vive um dos momentos mais difíceis da sua vida pública diante da indefinição de assumir ou não, o governo do Estado e de ser ou não, candidato à reeleição no final do próximo ano quando terminaria o seu curto mandato de governador. Circulam informações nos meios políticos no sentido de que o vice-governador poderá não assumir o cargo e em consequência não disputar a reeleição, passando a apoiar o postulante ao cargo de governador, prefeito de Mossoró Alysson Bezerra, do União Brasil.
    Fala-se ainda, que consta do acordo entre Walter e Alysson uma nomeação do filho de Garibaldi para o Tribunal de Contas do Estado. A possível decisão de Walter em não assumir o cargo de governador teria outras motivações: a situação crítica que receberá o Estado, inclusive com possibilidade de atraso salarial do funcionalismo e o tratamento de indiferença que Walter recebeu durante os dois governos petistas.
    De acordo com observadores da política, diante das circunstâncias adversas constatadas através de relatório, não será surpresa Walter Alves abdicar do cargo e de uma possível candidatura e esperar os acontecimentos e uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado.
    Outra possibilidade é Walter ser candidato a deputado Estadual e realizar um trabalho de fortalecimento do MDB no Estado
    ao lado do deputado Ezequiel Ferreira que deverá assinar a ficha de filiação do partido nos próximos dias.
    Apenas uma coisa é certa no momento: Walter e Ezequiel caminharão unidos no presente e no futuro.

  • Câmara endurece legislação penal ao ampliar prazo da prisão temporária

    Câmara endurece legislação penal ao ampliar prazo da prisão temporária

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto que altera regras da prisão temporária no Brasil, ampliando o prazo máximo de 5 para 15 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. O texto, relatado pelo deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), segue agora para o Senado. A mudança é apresentada como uma forma de dar mais tempo às investigações, especialmente em casos de crimes graves.

    O projeto também atualiza as hipóteses de prisão em flagrante, permitindo a detenção de suspeitos identificados como autores de crimes com violência ou grave ameaça mesmo que não tenham sido pegos imediatamente após a ação, desde que haja provas claras e risco de fuga. Outra novidade é a previsão de resposta mais rápida da Justiça em casos de violação de tornozeleira eletrônica ou descumprimento de regras do regime aberto.

    A proposta gerou debates no Plenário. Para os defensores, as mudanças fortalecem o combate ao crime organizado e tornam o processo investigativo mais eficiente. Já os críticos alertam para possíveis abusos e para o risco de enfraquecimento de garantias individuais. Ainda assim, a maioria da Câmara considerou que o endurecimento das regras é necessário diante do cenário atual de segurança pública.

    Com a aprovação, o tema passa agora ao Senado, que decidirá se o novo modelo de prisão temporária será incorporado de forma definitiva à legislação brasileira.

  • STF suspende ações que pedem indenização por atrasos e cancelamentos de voos em todo o país

    STF suspende ações que pedem indenização por atrasos e cancelamentos de voos em todo o país

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (26) a suspensão nacional de todos os processos que discutem indenizações por atrasos, cancelamentos ou alterações de voos. A decisão atende a um recurso da Azul Linhas Aéreas e paralisa ações em qualquer instância até que o STF decida, de forma definitiva, qual legislação deve prevalecer nesses casos: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ou o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).

    A medida tem impacto expressivo no setor aéreo e para os passageiros, já que o Brasil figura entre os países com maior volume de judicialização envolvendo companhias aéreas. Toffoli destacou que há grande divergência entre decisões judiciais em todo o país, o que, segundo ele, cria insegurança jurídica e dificulta previsibilidade para consumidores e empresas. A Azul argumenta que o número de processos por passageiro no Brasil é muito superior ao de outros países, o que, na visão do setor, gera desequilíbrio e pressiona os custos operacionais.

    Com a suspensão, todas as ações atualmente em curso ficam paralisadas até que o STF estabeleça um entendimento uniforme sobre quando há responsabilidade das empresas e quando fatores externos, como condições climáticas ou situações de força maior, afastam o dever de indenizar. Para os passageiros, isso significa que quem aguarda decisão sobre danos morais ou materiais por problemas em voos terá o processo temporariamente congelado.

    A discussão também coloca em evidência o desafio de equilibrar dois interesses legítimos: a proteção do consumidor, que muitas vezes enfrenta falhas reais no serviço, e a sustentabilidade econômica das empresas aéreas, especialmente em um setor sensível a custos adicionais e ainda em recuperação. A decisão de Toffoli abre caminho para que o STF fixe parâmetros claros para todo o país, influenciando diretamente a relação entre passageiros e companhias aéreas nos próximos anos.

    Fonte: G1