Autor: Joaquim Pinheiro

  • Estado falido e inoperante

    O Poder Público está falido e em consequência inoperante para atender a demanda da população brasileira que a cada dia sente a necessidade de ser atendida com serviços de qualidade. Governantes de plantão sentem-se impotentes – como se estivessem anestesiados – diante da difícil realidade. Aí estão inúmeros casos da ausência do Estado em setores considerados essenciais, como saúde, educação e segurança. As vezes o gestor tem boa vontade, mas esbarra nas limitações financeiras do País, Estados e Municípios, pois esses órgãos públicos são grandes, onerosos e perdulários, daí a impossibilidade de atender a população. Acrescente-se a isso o despreparo da maioria dos gestores públicos e o desvio de recursos para fins escusos e nada republicanos. Vejam os gastos irresponsáveis com o carnaval, por exemplo, destinando dinheiro para artistas caríssimos que enchem o “bisaco” e vão gastar no exterior. Além de muito dinheiro para blocos carnavalescos. Outro exemplo flagrante de incompetência e falta de vontade política são os desastres ambientais que ocorrem no País inteiro ocasionados pelas chuvas como se verificou no município de São Sebastião em São Paulo. Segundo especialistas, o problema poderia ter sido evitado se o governo paulista tivesse evitado a invasão de áreas de risco. Nada foi feito e o resultado está aí com a morte de vários adultos e crianças, também. É preciso seriedade e responsabilidade no direcionamento de gastos do dinheiro público.

  • A política já tem nomes para o Governo do Estado

    Nomes influentes na atual política do Rio Grande do Norte estão se preparando preliminarmente para uma possível disputa ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Todos com chance de vitória dependendo dos acordos e alianças político-partidárias que forem feitas. Pode-se citar como exemplos de postulantes ao Governo do Estado o prefeito Álvaro Dias (PODEMOS), Rogério Marinho (PL), Ezequiel Ferreira (PSDB), Walter Alves (MDB) e General Girão Monteiro (PL). Nesse sentido, os pretendentes deverão iniciar um processo de articulação com vistas, primeiramente ao pleito da capital que ocorrerá em 2024 para eleger o prefeito de Natal que é fundamental para a eleição seguinte de governador. Existe uma tendência de efetivação de um trabalho objetivando um amplo entendimento envolvendo as principais lideranças do Estado no sentido de que seja viabilizado um possível Pacto Suprapartidário. O objetivo é eleger um candidato a governador que seja competente e comprometido com as mudanças que precisam ser feitas no Estado, basicamente de gestão pública, priorizando a diminuição do Estado para atender melhor a população norte-rio-grandense e que o Estado evolua economicamente. Na relação de nomes acima exposta existem líderes com esse perfil que precisam ser analisados criteriosamente pelo cidadão na hora de votar. O Rio Grande do Norte é um Estado rico e com potencialidades que precisam ser exploradas. O futuro governante precisa ter vontade política para colocar o Rio Grande do Norte no rumo do desenvolvimento.

  • Atuação de Álvaro Dias poderá ser decisiva em 2024

    A participação efetiva de Álvaro Dias, do Republicanos, no processo sucessório de Natal poderá ser decisiva para o candidato oposicionista a prefeito apoiado pelo atual gestor municipal. Fala-se nos meios políticos que poderá ser o deputado federal Paulinho Freire, do União Brasil, partido comandado no Estado pelo ex-senador José Agripino Maia. Do lado do governo Fátima Bezerra, o nome mais citado é o da deputada Natália Bonavides, também do PT. A petista está credenciada por ter sido a mais votada do Estado para a Câmara Federal com mais de 100 mil votos, além de amiga pessoal da governadora e integrante da ala radical do PT. Paulinho Freire tem a vantagem de ser um político liberal, contar com o apoio incondicional do ex-senador Agripino, ser um nome identificado com a população natalense e transitar bem junto à integrantes de todos os segmentos partidários. Outro nome que merece atenção, mas é uma incógnita, é o de Rafael Motta, do PSB. É jovem, vocacionado para a política e determinado, por isso poderá surpreender. Outros nomes deverão surgir no decorrer do processo, entretanto, com menos possibilidade, a exemplo do ex-prefeito Carlos Alves, uma invenção de Wilma de Faria que não deu certo, pois liderança não se fabrica, nasce feita. Carlos Alves é “dono” de uma legenda insignificativa no Estado, o PDT, que ele próprio encarregou-se de desconstruí-la no Rio Grande do Norte.

  • A pessoa certa no lugar certo

    É preciso reconhecer, a bem da verdade, que Jean Paul Prates tem todas as credenciais necessárias para realizar um bom trabalho à frente da Petrobras, empresa referência na produção de petróleo no Brasil e no mundo. Jean é um técnico competente e preparado para a missão. Como se diz no jargão popular: a pessoa certa no lugar certo. O novo presidente da maior empresa do País começou bem ao anunciar a permanência dos funcionários da empresa no Rio Grande do Norte, ameaçados de transferência, como também, o fortalecimento das atividades da empresa no Estado, além da sua ampliação em terra e mar potiguares ocasionando a oferta de mais postos de trabalho e em consequência mais renda para os norte-rio-grandenses. Entretanto, o presidente Jean Paul precisa ter cuidado para que a Petrobras não volte ao passado de novamente ser politizada e saqueada. Não ser objeto de desmandos e falcatruas. A Petrobras era considerada modelo para o mundo e orgulho para brasileiros, mas foi aviltada e transformada em instrumento de galhofa e gozação. E mais: num antro de desmandos e corrupção. A política do novo presidente deve ser voltada para o bem comum, principalmente praticando preços nos combustíveis compatíveis com a capacidade de compra do povo brasileiro, acabando com aumentos abusivos que se verificam na atual política de preços da empresa. Por que o governo não incentiva o aumento da produção de álcool, já que o Brasil tem todas as condições para que isso ocorra? Que mistério é esse? O programa do álcool foi criado para ser uma alternativa à gasolina e até agora nada foi feito para que isso acontecesse. Por quê? Fica a interrogação. A construção de grandes refinarias foi prometida, mas a Petrobras seguiu outro rumo e deu no que todos já sabem. As refinarias permitiriam o refino do petróleo aqui no País evitando levar o produto bruto para fora e retornar com os preços elevados para os brasileiros. É difícil entender.

  • Atitude desnecessária

    A Força Policial é fundamental para manter a ordem e a disciplina em qualquer País do mundo e em qualquer ambiente. Sou admirador e defensor do trabalho da polícia e do Ministério Público até por ser filho de militar e como tal guardo sentimentos de gratidão e respeito a essas instituições, afinal fui criado com a chamada “etapa”, um tipo de compensação financeira destinada às polícias militares no passado, já que na época o salário principal (soldo), era irrisório. Mas, existem atitudes que não podemos concordar. Certamente por decisão do Ministério Público, a Polícia Miliar está recolhendo os rádios portáteis dos torcedores nos Estádios de Futebol, privando assim as pessoas que tem como hábito acompanhar as transmissões esportivas com o radinho ao “pé do ouvido”. Um absurdo isso. A alegação para a decisão extrema é de que o inofensivo rádio pode se transformar numa arma na mão de um vândalo. Em vez de preocupar-se com essa futilidade as autoridades responsáveis deviam aumentar a fiscalização para identificar e punir quem joga o objeto no árbitro ou no seu auxiliar, a exemplo do trabalho que a PM faz para identificar e punir aquele que joga uma lata de cerveja. A atitude do torcedor que ouve os jogos nos estádios com um radinho no ouvido faz parte de uma cultura que deve ser respeitada e preservada. O hábito foi cultuado até pelo ex-presidente Garrastazu Médice, que não largava o seu radinho de pilha nos jogos do Maracanã.