Autor: Joaquim Pinheiro

  • Fecam/RN Wolney França e Lawrence Amorim formam chapa de consenso nesta segunda-feira na Federação das Câmaras

    Presidentes dos Poderes Legislativos de todo Estado estão sendo convocados para a Assembleia Geral a partir das 9h

    Na próxima segunda-feira (6), em primeira convocação às 9h será realizada a eleição para o biênio 2023/2025 da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN). O prazo para inscrição de chapas foi encerrado conforme edital, nesta sexta-feira (3), às 14h. Somente uma
    única chapa apresentou requerimento para concorrer à eleição da Diretoria da entidade, Conselho Fiscal e as Coordenadorias Regionais, O presidente da Câmara, Wolney França (Parnamirim) encabeça a chapa.

    “Defendemos a Fecam Unida e estamos conversamos com os presidentes dos Poderes Legislativos municipais, onde em várias regiões, apresentamos as propostas em três eixos: Descentralização e ramificação da atuação com a valorização regional; Eficiência e transparência das ações e valorização das Câmaras Municipais do interior. Ouvimos todas as regiões e cada uma terá um representante em nossa chapa”, informou Wolney França, que fez questão de registrar pessoalmente na Fecam/RN.

    O atual presidente, o vereador Ivanildo do Hospital, que preside o Poder Legislativo de Caicó, assumiu o cargo no meio do ano passado em função da renúncia do vereador natalense Paulinho Freire para concorrer a deputado federal. Ivanildo será um dos representantes da região do Seridó como tesoureiro. Os vereadores Fábio Rodrigues (Santa Cruz), Lawrence Amorim (Mossoró), Rosemery Fernandes (Encanto) e Azenate Câmara (São Miguel do Gostoso) são respectivamente os vices-presidentes da chapa. Cada um representa uma região do Estado.

    As regiões Oeste (Alan de São Miguel), Médio Oeste (Vittor de Campo Grande), Alto Oeste, Vale do Açu (Elisângela de Assú), Central (Francimário de Fernando Pedroza), Seridó Ocidental (Aprigio de São João do Sabugi), Seridó Oriental (Ycleyber de Currais Novos), Trairi (Victor Nascimento de Jaçanã), Mato Grande (Fábio de Pedra Grande), Potengi (Antércio de São Tomé), Salineira (Renan de Areia Branca), Metropolitana (Alexandre de Goianinha) e Agreste (Kleber de Monte Alegre) são representes nas Coordenadorias Regionais.

    A eleição acontecerá na sede da FECAM/RN, Rua da Saudade, no bairro de Lagoa Nova. A Comissão Eleitoral é integrada pelos advogados Cristiano Barros, como presidente e ainda Alberto Clemente e Anesiano Ramos. Embora o pleito seja consensual, o edital prevê que só foram admitidas candidaturas por chapas que sejam integradas pela totalidade dos cargos em disputa, vedada candidatura avulsa para cargos específicos.

  • Deputados defendem Reforma Tributária e Pacificação Nacional

    Pacificação Nacional, Reforma Tributária e SUS foram temas predominantes nos discursos dos presidentes reeleitos, Artur Lira (Câmara Federal) e Rodrigo Pacheco (Senado) por ocasião da abertura dos trabalhos legislativos na tarde desta quinta-feira. Na oportunidade os presidentes reeleitos receberam a mensagem governamental enviada pelo Poder Executivo relatando as ações para este ano. Os demais deputados comentaram sobre o texto recebido pelo primeiro secretário, Luciano Bivar, lido na íntegra. O deputado Wilson Santiago, da Paraíba, disse que a questão social deveria ser uma prioridade do Governo Federal, principalmente com mais atenção à população nordestina. O deputado Domingos Sávio foi o crítico mais contundente à mensagem do governo Lula: “o presidente devia descer do palanque e reconhecer que o problema dos ianomâmis vem dos governos petistas e que em vez de querer salvar a Venezuela devia tentar salvar primeiramente o Brasil. Outros temas como pacificação, união e reconstrução também foram destaques nas solenidades desta quinta-feira.

  • Eis a Indagação

    Político hábil e bom articulador, Rogério Marinho, senador eleito pelo Rio Grande do Norte, poderá ser o futuro presidente do Senado, desbancando o todo-poderoso Rodrigo Pacheco apadrinhado de Luiz da Silva e de alguns integrantes do STF – Supremo Tribunal Federal. É uma tarefa difícil vencer os poderosos de plantão, mas nada impossível. Rogério é um político competente e determinado. Uma possível vitória do senador potiguar será bom para o Estado, como foi importante tê-lo como ministro da Integração Regional no governo Jair Bolsonaro. Rogério implementou uma nova dinâmica na pasta e trouxe recursos e obras importantes para o Estado. Chegou o momento da classe política do Rio Grande do Norte unir-se em prol do Estado como fazem os cearenses, por isso chamados de bairristas. Eles digladiam-se na disputa interna pelo Poder, mas se unem na busca de soluções para o Ceará. A governadora Fátima Bezerra bem que poderia comandar um projeto político de união estadual, conferindo-lhe a medalha do reconhecimento pela atitude democrática e republicana que só a engrandeceria. Isso foi feito quando ela buscou alianças com adversários históricos para se eleger governadora. Por que não agora em benefício do Rio Grande do Norte e do seu povo? Eis a indagação.

  • Deflagrada sucessão de Álvaro Dias

    O processo de sucessão do prefeito Álvaro Dias, do PSDB, está em curso e sendo discutido preliminarmente nos bastidores da política, mesmo ainda longe do próximo pleito eleitoral de 2025. Quatro nomes aparecem como possíveis postulantes. São eles: Paulinho Freire (União Brasil), partido liderado no Estado pelo ex-senador José Agripino, Natália Bonavides, sectária deputada federal do PT, Carlos Alves, do PDT, ex-prefeito derrotado recentemente para o Senado, e Rafael Motta, do PSB, que não obteve êxito na última eleição para senador. Uma observação importante feita por analistas políticos: a Fátima Bezerra não interessa o crescimento político-eleitoral de Natália porque ofuscará sua liderança, daí a governadora não se interessar nem estimular esse projeto da chamada “rainha das invasões”. O deputado eleito Paulinho Freire tem como projeto antigo eleger-se prefeito de Natal, agora fortalecido com apoio do ex-senador José Agripino, considerado o melhor prefeito de Natal de todos os tempos. O apoio do ex-senador e de outras lideranças poderá ser decisivo para Paulinho vencer a eleição. Ao contrário de Natália, Paulinho é um político experiente, moderado e matreiro. Além do mais, transita bem no conservadorismo e em setores liberais. Carlos Alves enfrenta uma situação delicada. Perdeu duas vezes para o Governo do Estado e recentemente foi derrotado para senador. O ex-prefeito não tem o apoio nem do seu partido, o PDT, em razão da perda de confiança por posições tomadas, notadamente na última eleição quando traiu o seu próprio partido votando em Lula quando o PDT tinha Ciro Gomes candidato a presidente da República. Carlos Alves vive um “tudo ou nada”, que está mais para o nada. Rafael Motta, do PSB, é uma incógnita que poderá, ou não, surpreender. É um jovem vocacionado para a vida pública e ainda tem chance de conquistar mandatos na política do Rio Grande do Norte.

  • Gestão atual pode ser determinante

    O projeto político-partidário da governadora Fátima para 2026 deverá ser se eleger senadora, entretanto, para que o projeto tenha viabilidade e se transforme numa candidatura competitiva é preciso que ela melhore a sua gestão no item obras estruturantes. É preciso também que a governadora continue pagando o funcionalismo em dia e o seu partido, o PT, formalize boas alianças para potencialize seu capital eleitoral e se eleja senadora em 2026. O próximo pleito será diferente para ela em particular, e a governadora não vai poder pedir voto para o Senado com o mesmo discurso de “choramingueira”. Terá de dizer o que fez para recuperar o Estado. Só assim se credenciará a ter, mais uma vez, o voto do eleitor norte-rio-grandense. Fátima disputará o Senado fora do Poder e com a caneta na mão do seu substituto legal, Walter Alves. E isso faz a diferença. No campo da oposição deverão surgir nomes fortes, tanto para o Senado, quanto para o Governo do Estado, entre eles, Rogério Marinho, Álvaro Dias, Ezequiel Ferreira, General Girão Monteiro, entre outros. O senador Styvenson Valentim, que pretende ser candidato a governador, parece ter perdido a chance em razão da sua instabilidade emocional e as suas posições polêmicas e as vezes contraditórias e equivocadas. Ainda é cedo, mas as conversações estão começando nos bastidores e muita coisa poderá acontecer.