Categoria: Política

  • Missão árdua e difícil

    O ex-prefeito Carlos Eduardo, do PSD, pretende voltar à vida pública na condição de vice do prefeito Alysson Bezerra, do União Brasil, postulante ao cargo de governador do Estado. O ex-prefeito de Natal integra um movimento objetivando a efetivação de uma nominata para eleger um ou dois deputados federais. Fazem parte da estratégia os ex-deputados Kelps Lima (Solidariedade), e Rafael Motta (PSB), além Abrão Lincoln (Republicanos) e o próprio Carlos Eduardo que teria um plano B caso suas pretensões de ser companheiro de chapa de Alisson não evoluam, o que é quase uma certeza. Segundo pessoas próximas da família Alves, no entendimento do ex-prefeito de Natal a sua participação na chapa com Alysson Bezerra potencializa a candidatura do prefeito de Mossoró a governador o que é pouco provável. De acordo com observadores da política local, Carlos Eduardo é considerado um desagregador na política do Rio Grande do Norte.
    Além do mais,
    Carlos Eduardo é tido como avarento e nessa condição não gasta dinheiro em eleições. Na política o que se observa é que candidatos a vice geralmente não têm potencial eleitoral mas dispõem de recursos financeiros para bancar gastos de campanhas e ajudar o candidato a prefeito a se eleger. Carlos Eduardo não tem mais os votos que pensa que tem em Natal e não gasta em campanha eleitoral. Os votos que lhes garantiram algumas vitórias nas urnas pertenciam a ex-prefeita Wilma de Faria. Carlos Eduardo pretende voltar à cena política do Estado, uma missão árdua e difícil de acontecer pela forma com ele se comporta.

  • Diabetes gestacional pode aumentar risco de TDAH em crianças, aponta estudo

    Pesquisas recentes têm chamado a atenção para uma possível relação entre diabetes gestacional e o desenvolvimento de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) em crianças. Embora o tema ainda exija mais investigação, os dados já acendem um sinal de alerta importante para gestantes e profissionais de saúde.

    Um estudo publicado na The Lancet Diabetes & Endocrinology analisou informações de 56 milhões de gestações e concluiu que crianças nascidas de mães com diabetes gestacional têm até 30% mais chances de desenvolver TDAH do que aquelas cujas mães não apresentaram a condição durante a gravidez. Outro levantamento, conduzido pela Edith Cowan University, com 200 mil mães e filhos na Europa e Austrália, encontrou resultados semelhantes: entre crianças de 7 a 10 anos, os sintomas de TDAH foram mais frequentes quando havia histórico de diabetes gestacional.

    Entre os 4 e 6 anos de idade, os pesquisadores também notaram maior incidência de comportamentos externalizantes, como impulsividade e agressividade — características frequentemente associadas ao TDAH.

    Embora os estudos indiquem uma associação, e não necessariamente uma relação de causa e efeito, os resultados reforçam a importância do acompanhamento adequado da saúde da gestante. Fatores genéticos, ambientais e comportamentais também influenciam no desenvolvimento do transtorno, mas o controle da glicemia durante a gravidez se mostra cada vez mais essencial.

    Prevenir o diabetes gestacional com alimentação equilibrada, atividade física e monitoramento médico regular é uma medida que protege tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento neurológico do bebê. Mais do que nunca, informação e prevenção andam juntas.

  • A importância da escolha do novo Papa

    A escolha do sucessor do Papa Francisco será um dos eventos mais relevantes para a Igreja Católica nas próximas décadas. Francisco marcou seu pontificado com um estilo pastoral próximo do povo, ênfase na misericórdia, defesa dos pobres e do meio ambiente, além de um forte apelo ao diálogo inter-religioso e à reforma interna da Igreja. Seu sucessor, portanto, não herdará apenas a liderança de uma instituição milenar, mas também uma missão global de continuidade — ou transformação.

    Para os católicos, o novo Papa será chamado a conduzir a fé em tempos de grandes mudanças sociais, culturais e tecnológicas. Ele terá que lidar com temas delicados como a crise vocacional, os escândalos de abuso, a participação dos leigos, o papel das mulheres e o fortalecimento das igrejas locais nos diferentes continentes. A condução dessas questões definirá o tom do novo pontificado: mais conservador, reafirmando tradições, ou mais reformador, disposto a aprofundar as mudanças iniciadas por Francisco?

    Mas a importância do novo Papa ultrapassa os muros do Vaticano. Em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e discursos de ódio, a figura do pontífice exerce influência moral e política que transcende a fé católica. Seu posicionamento pode impulsionar causas globais como a defesa dos direitos humanos, o combate à fome, o acolhimento aos migrantes e a proteção do planeta — temas que Francisco colocou no centro de sua atuação.

    Assim, a sucessão de Francisco não é apenas um momento litúrgico ou institucional. É uma decisão que impactará a Igreja e o mundo, com consequências para milhões de vidas. O futuro Papa precisará unir tradição e escuta, firmeza e compaixão — e estar à altura dos desafios de um tempo que clama por liderança espiritual com coragem e humanidade.

  • A atuação do vereador Matheus Faustino: firmeza necessária ou postura que merece revisão?

    Desde o início do mandato, o vereador Matheus Faustino (União Brasil) tem se destacado por uma atuação marcada pela firmeza nos posicionamentos e pela busca constante por responsabilização e legalidade, especialmente em temas sensíveis como a ocupação do solo urbano e a segurança jurídica das propriedades. Sua participação como relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga invasões em Natal é um exemplo disso, mas sua atuação vai além da comissão.

    Faustino tem se posicionado com clareza em debates sobre políticas públicas, exigido maior controle da gestão municipal e defendido que o poder público aja com mais rigor frente a irregularidades. Sua forma de atuação, no entanto, divide opiniões. Há quem veja no vereador uma voz ativa e necessária para garantir ordem e respeito às leis, principalmente em temas muitas vezes ignorados por outros parlamentares. Por outro lado, há quem critique a falta de sensibilidade social em algumas abordagens, especialmente quando os temas envolvem populações vulneráveis.

    Diante disso, fica a reflexão: a forma como Matheus Faustino atua representa de fato o papel que se espera de um vereador?

    Foto: Reprodução

  • Entenda o novo projeto de lei da Anistia costurado por Motta, Alcolumbre e ministros do STF

    Apesar de a oposição pressionar pela tramitação de um projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro, a cúpula do Congresso Nacional busca uma alternativa considerada mais “equilibrada”, que reduza as penas da maioria dos envolvidos, sem beneficiar líderes, organizadores e financiadores.

    Nesta semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse estudar “fortemente” um projeto de lei de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Protocolada em março deste ano, a proposta pode diminuir as penas de dois dos crimes aos quais os envolvidos foram condenados.

    O texto altera dois artigos do Código Penal, que tratam dos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — dois dos três crimes aos quais os envolvidos no 8 de Janeiro estão sendo condenados pelo STF

    O projeto estabelece que, no crime de abolição, caso o envolvido tenha sido influenciado por multidão em tumulto e praticou “atos materiais”, sem participação no planejamento ou financiamento do ato, poderá ser condenado entre dois a seis anos de prisão, além da pena correspondente à violência. Atualmente, a pena é entre quatro e oito anos, mas o texto cria uma exceção nos casos citados.

    Já nos casos do crime de tentativa de golpe, caso o envolvido tenha cometido o crime nos mesmos termos citados acima, poderá ser condenado entre dois e oito anos de prisão. Atualmente, a pena é de quatro a 12 anos, mas o texto cria uma exceção nessas situações.

    Além disso, a proposta estabelece uma fusão nos dois crimes quando cometidos em conjunto, ou seja, o crime de abolição absolveria o crime de tentativa de golpe para evitar que haja a soma das penas. Levando em conta a pena mínima na exceção criada pelo texto, um individuo enquadrado nos dois crimes cumpriria 2 anos de detenção. Mas se a pessoa não se enquadrar na exceção, poderá ficar presa, no mínimo, por 4 anos.

    O projeto ainda estabelece que a sentença da condenação, nos dois crimes, deve descrever de forma individualizada a conduta do condenado, além de demonstrar o nexo causal entre sua ação ou omissão e o resultado ilícito, vedando-se a atribuição de responsabilidade multitudinária ou coletiva. Isso sob pena de nulidade. O texto, porém, pode ser alterado.

    Apesar disso, a oposição tenta ainda emplacar uma outra versão da proposta da anistia, criticando o fato de o STF ter apoiado a iniciativa de Alcolumbre. Na próxima semana, alguns líderes de oposição vão se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o assunto.

    Fonte: R7