A Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), contratou 55 leitos clínicos para reforçar a assistência à população, especialmente neste período de alta demanda por arboviroses. Os novos leitos incluem 20 para acolhimento psiquiátrico no Hospital Severino Lopes, 15 de enfermaria no Vita Centro de Cuidados Extensivos e 20 de enfermaria no Hospital Rio Grande. Segundo o secretário Geraldo Pinho, os leitos serão regulados pelo município e funcionarão como retaguarda emergencial até a inauguração do Hospital Municipal, que contará com 90 leitos de enfermaria e 10 de UTI.
Durante reunião com representantes do SAMU, TSN, HOSPESC, RUE e das quatro UPAs de Natal, foi definido o início das transferências a partir do dia 2. Além disso, melhorias estão sendo feitas nas UPAs, como a climatização das salas de espera e a aquisição de novos aparelhos de raio-x. O secretário também fez um apelo para que a população procure as Unidades Básicas de Saúde para casos de menor gravidade, reservando as UPAs para urgências reais, como infartos, AVCs, fraturas e outros quadros graves.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (2) após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída é consequência do escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Lupi anunciou seu desligamento por meio de uma publicação na rede social. “Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso”, disse.
Para o lugar de Lupi, Lula convidou o atual secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz, que também é um quadro do PDT de Carlos Lupi. A exoneração e a nomeação serão publicadas ainda nesta sexta no Diário Oficial da União.
O Palácio do Planalto avaliou a permanência de Carlos Lupi como insustentável porque o desligamento de Alessandro Stefanutto da presidência do INSS não aliviou a pressão sobre o governo.
Lupi e o partido dele, o PDT, também estavam incomodados com a maneira como o Planalto estava encaminhando a solução da crise. O substituto de Stefanutto no INSS, o procurador Gilberto Waller foi escolhido à revelia do ministro, ao qual o órgão é ligado.
O nome é fruto de uma ordem de intervenção de Lula, que se envolveu pessoalmente para tentar conter a crise. Entretanto, as dimensões do escândalo já fizeram dele uma fonte munição política contra o governo no Congresso.
A oposição protocolou pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara. A instalação depende do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em paralelo os opositores articulam, para a próxima semana, um pedido de CPI Mista, que abrange a participação de deputados e senadores. A iniciativa é encabeçada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, em 23 de abril, a Operação Sem Desconto, fruto de uma investigação que aponta um esquema fraudulento de deduções indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Associações e sindicatos faziam descontos em folha dos benefícios a partir de acordos de cooperação técnica firmados com o INSS. Em muitos casos, as retiradas mensais ocorriam sem qualquer aval ou ciência do beneficiário.
O valor estimado em cobranças irregulares soma R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a PF. Se retroagir a data até 2016, esse valor sobe para quase R$ 8 bilhões referentes a descontos sem autorização. Apesar de o esquema não ter sido instituído neste governo, a investigação aponta um salto no volume descontado a partir de 2023.
Durante a terceira reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI), realizada na Câmara Municipal de Natal, foram ouvidos o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Trindade, e a secretária adjunta da Secretaria da Mulher, Midy Avelino. A CEI investiga invasões a propriedades privadas, principalmente estabelecimentos comerciais. Thiago Trindade destacou que a Semurb atua contra invasões em áreas públicas com poder de polícia, sempre em parceria com a PM ou a Guarda Municipal. Já Midy Avelino alertou para a vulnerabilidade social das mulheres em acampamentos, reforçando o apoio da Secretaria da Mulher. O vereador Matheus Faustino (União Brasil) reiterou que a comissão busca identificar os responsáveis pelas invasões sem criminalizar movimentos sociais legítimos. Por outro lado, o vereador Daniel Valença (PT) criticou a comissão por, segundo ele, ignorar o déficit habitacional e tentar criminalizar a luta por moradia. A vereadora Camila Araújo (União Brasil) destacou as políticas públicas de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade, como o aluguel social.
Em entrevista concedida à 98 FM, a vereadora e secretária municipal Nina Souza não poupou palavras ao comentar o cenário político do Rio Grande do Norte e sua possível candidatura nas próximas eleições. Ao ser questionada sobre a possibilidade de disputar um cargo na majoritária, Nina foi direta:
“Sou grupo. No final, se o grupo achar meu nome importante, eu vou.”
A afirmação reforça sua postura de lealdade e compromisso com o projeto político que integra, ao mesmo tempo em que sinaliza disposição para entrar na disputa, caso seja convocada.
No entanto, o ponto mais incisivo da entrevista veio quando a secretária comentou sobre o atual governo estadual, comandado pelo PT:
“Eu quero que o PT perca a eleição para esse estado crescer.”
A declaração forte evidencia o posicionamento crítico de Nina Souza em relação à atual gestão e sua convicção de que uma mudança no comando do estado é essencial para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
Com um discurso firme e sem rodeios, Nina vai consolidando seu nome como uma das vozes mais atuantes da oposição.