Autor: Joaquim Pinheiro

  • Prefeitura do Natal lança Central da Inclusão durante o Abril Azul

    Prefeitura do Natal lança Central da Inclusão durante o Abril Azul

    A Prefeitura do Natal deu início, nesta quinta-feira (9), à Central da Inclusão, uma ação inédita voltada ao atendimento de pessoas com autismo e suas famílias. A iniciativa faz parte da campanha “Vamos Abraçar o Autismo”, dentro da programação do Abril Azul — mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) — e segue até o próximo dia 13 de abril, no Pavilhão da Árvore de Mirassol.

    Durante a solenidade de abertura, o prefeito Paulinho Freire destacou o caráter permanente das políticas públicas voltadas à inclusão. Segundo ele, a ação simboliza o compromisso da gestão municipal com a causa.

    “Este momento não é apenas um evento, é a consolidação de um compromisso. Queremos dar mais voz às famílias e ampliar o acesso aos serviços”, afirmou.

    Na ocasião, também foi lançado o edital “Empresa Amiga do Autista”, que busca incentivar instituições públicas e privadas a adotarem práticas mais inclusivas, ampliando oportunidades e promovendo transformação social.

    A Central da Inclusão reúne, em um único espaço, uma ampla oferta de serviços gratuitos. Entre eles estão atendimentos de saúde com equipe multidisciplinar, consultas médicas, avaliação global, vacinação, emissão de documentos, além de orientações nas áreas de assistência social, cidadania, empregabilidade e direitos.

    A iniciativa é coordenada pelo mandato do vereador Daniel Santiago, em parceria com a Prefeitura do Natal e diversas instituições, fortalecendo uma atuação integrada em prol da inclusão.

    Logo no primeiro dia, a população teve acesso a serviços como emissão de RG, Carteira da Pessoa com Deficiência, cartão de estacionamento, atendimentos do Sine Natal e do Cadastro Único, além de suporte jurídico e orientações profissionais. O espaço também conta com áreas de acolhimento e convivência para as famílias.

    Para os participantes, a proposta representa mais praticidade e acesso. A dona de casa Mayara Lacerda, mãe de uma criança com TEA, destacou a importância de concentrar diversos serviços em um só local, facilitando a rotina de quem precisa de acompanhamento especializado.

    A professora Fátima Souza também ressaltou os benefícios da iniciativa, principalmente pela possibilidade de resolver diferentes demandas em um único espaço, desde atendimentos médicos até a emissão de documentos.

    A vice-prefeita Joanna Guerra que coordena o Grupo de Trabalho sobre o TEA no município, reforçou o caráter coletivo da ação.

    “A Central da Inclusão representa um passo importante na construção de uma cidade mais justa e acessível. Mais do que atendimentos, estamos promovendo escuta, respeito e oportunidades”, afirmou.

    Além dos serviços, a programação inclui palestras, rodas de conversa, oficinas, atividades culturais e ações voltadas à empregabilidade, ampliando o acesso à informação e fortalecendo o apoio às famílias.

    A programação segue até o dia 13 de abril, com atividades diárias abertas ao público, consolidando a iniciativa como um importante avanço nas políticas públicas de inclusão em Natal.

  • Governo não deve enviar com urgência projeto sobre escala 6×1, afirma Motta

    Governo não deve enviar com urgência projeto sobre escala 6×1, afirma Motta

    O debate sobre a possível mudança na escala de trabalho 6×1 no Brasil deve avançar sem regime de urgência no Congresso Nacional. A informação foi confirmada pelo deputado Hugo Motta, que afirmou que o governo federal não pretende encaminhar proposta sobre o tema com tramitação acelerada.

    De acordo com o parlamentar, a tendência é que qualquer projeto relacionado à escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com um de descanso, seja discutido de forma mais ampla e sem pressa, permitindo maior diálogo entre governo, Congresso, setor produtivo e trabalhadores.

    A decisão indica cautela por parte do governo diante de um tema sensível, que envolve diretamente a rotina de milhões de brasileiros e impacta setores importantes da economia. A eventual mudança na legislação trabalhista exige equilíbrio entre a proteção dos direitos dos trabalhadores e a manutenção da competitividade das empresas.

    Hugo Motta ressaltou que a discussão precisa ser conduzida com responsabilidade, evitando decisões precipitadas. Segundo ele, o Congresso deve ter o tempo necessário para analisar os impactos da proposta, ouvir especialistas e construir um consenso mínimo antes de qualquer deliberação.

    O tema da escala 6×1 tem ganhado espaço no debate público, especialmente em meio a discussões sobre qualidade de vida, produtividade e novas formas de organização do trabalho. Ainda assim, não há, até o momento, definição concreta sobre mudanças na legislação vigente.

    Com isso, a sinalização do governo e do Congresso aponta para um debate mais aprofundado, sem imposições de urgência, reforçando a necessidade de diálogo antes de qualquer alteração nas regras trabalhistas.